O presente trabalho tem como objetivo analisar os desafios enfrentados na
quantificação do dano moral nas relações de consumo, tema que tem gerado grande debate no
âmbito jurídico. Parte-se do estudo da responsabilidade civil, com ênfase em sua aplicação no
âmbito das relações consumeristas, destacando os princípios que orientam o Código de Defesa
do Consumidor e os deveres impostos aos fornecedores de bens e serviços. Em seguida,
aborda-se o conceito de dano moral e sua reparação, especialmente nos contextos de
desequilíbrio entre consumidor e fornecedor. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de
natureza exploratória, com base em revisão bibliográfica e análise jurisprudencial. Foram
examinadas decisões de tribunais superiores e estaduais, selecionadas por sua relevância. A análise
crítica dessas decisões permitiu identificar os fundamentos mais utilizados pelos magistrados,
bem como a instabilidade existente na valoração do dano moral. Como resultado, propõe-se a
criação de uma tabela orientadora nacional, sob responsabilidade do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), baseada em dados concretos, atualizados e sistematizados, que sirva como
referência não vinculativa aos julgadores. A proposta busca garantir maior previsibilidade,
segurança jurídica, proporcionalidade e efetividade na reparação dos danos morais, respeitando as particularidades de cada caso concreto e preservando a autonomia do julgador
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