O presente artigo analisa os impactos jurídicos e econômicos decorrentes da decisão
proferida pelo Tribunal de Justiça da União Europeia no chamado "Caso Bosman", em
1995, e seus reflexos no futebol brasileiro. A sentença reconheceu o direito à livre
circulação de trabalhadores, permitindo que jogadores profissionais se transferissem
livremente ao término de seus contratos, sem pagamento de indenizações aos clubes
anteriores. Tal decisão provocou uma ruptura no modelo até então vigente e
influenciou diretamente a legislação nacional, culminando na promulgação da Lei nº
9.615/1998, conhecida como Lei Pelé, que extinguiu o “passe” no Brasil. A pesquisa
aborda o contexto histórico das normas desportivas brasileiras, as mudanças no
mercado de transferências e os mecanismos criados para proteger os clubes
formadores, como a indenização por formação e o certificado de clube formador. Além
disso, discute-se o processo de rejuvenescimento do futebol nacional e a crescente
emigração de atletas para o exterior, consolidando o Brasil como país formador de
talentos esportivos
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