Explorando as fronteiras geladas: desafios e horizontes do direito ambiental na Antártida no contexto do direito internacional

Abstract

Este artigo analisa os desafios e horizontes do direito ambiental na Antártida sob a ótica do direito internacional. Destaca-se a importância ecológica e climática singular da Antártida, fundamental para o equilíbrio planetário. Aborda-se a evolução histórica da proteção ambiental na região, culminando no Sistema do Tratado da Antártida (STA) e no Protocolo de Madri, que estabelecem um regime jurídico específico voltado para a paz, ciência e proteção ambiental. O trabalho explora o status jurídico único do continente e a interconexão entre o direito internacional e a governança ambiental antártica. São analisados os desafios ambientais contemporâneos mais prementes, como os impactos acelerados das mudanças climáticas (degelo, acidificação oceânica), a poluição (plásticos, POPs) e as ameaças à biodiversidade, incluindo a introdução de espécies não nativas. Discutem-se os cenários futuros, enfatizando o papel crucial da ciência, a necessidade de reforçar a cooperação internacional e as considerações éticas sobre a proteção deste patrimônio comum da humanidade. Conclui-se que, apesar dos sucessos do STA, os desafios atuais e futuros, especialmente as mudanças climáticas e pressões geopolíticas, exigem adaptação contínua e fortalecimento do regime jurídico, maior integração com acordos ambientais globais e um compromisso ético renovado para salvaguardar a Antártida

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This paper was published in Repositório Institucional do UniCEUB.

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