Este artigo tem como objetivo principal analisar algumas das performances artísticas apresentadas no álbum visual Bom mesmo é estar debaixo d’água (2020), da compositora e cantora, Luedji Luna. A partir de uma metodologia bibliográfica baseada na técnica descritiva-qualitativa, defende-se a importância da representação da mulher preta, por meio da Escrevivência, presentificada no centro dessa produção negra feminina. Pesquisas de Irina Rajewky (2012) e Florência Garramuño (2014) são usadas para embasar a intermidialidade, constatada no álbum quando se convida a literatura (e outras artes) para dançar com a canção. Estudos, teorias e críticas da pesquisadora Leda Maria Martins (2002), (2021a), (2021b) são usados, a fim de embasar o Tempo Espiralar e a Oralitura, princípios cognitivos regentes da potência artística negra. A tese Contemporaneidade Periférica de Jorge Augusto Silva (2018) ancora questões temporais, além das territoriais. A Escrevivência é asseverada pelas palavras de sua criadora, Conceição Evaristo (2020). Constatou-se que, no âmbito musical-literário, performances negras femininas, são epistemes da periferia e contribuem de forma significativa no trajeto para a restituição da subjetividade de mulheres negras, sendo-lhes espelhos
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