A Redução de Danos pode ser compreendida como uma estratégia política de cuidado de baixa exigência às pessoas que usam drogas, pautada nos direitos humanos e na saúde pública, que não reconhece a abstinência como o único resultado almejado, e que atua no sentido de ampliação da autonomia, resistência e enfrentamento das desigualdades estruturais reproduzidas pelas políticas sobre drogas. O presente estudo objetivou avaliar os efeitos de um coletivo de Redução de Danos na qualidade de vida e na internalização do estigma entre pessoas que compõem um grupo de estudos, pesquisa e extensão, em comparação com pessoas que frequentam pontualmente as ações ofertadas por esse coletivo, identificando quais os domínios mais afetados pela participação e a vivência de Redução de Danos. Utilizando uma abordagem quanti-qualitativa, o caminho metodológico incluiu a aplicação dos questionários WHOQOL-BREF e ISMI-BR, cujos resultados foram colocados em diálogo com revisão da literatura internacional, agregando ainda a produção intelectual de redutores de danos, publicadas em ebooks do Grupo DiV3rso. Os resultados apontaram que houve diferença significativa com relação ao estigma internalizado, com escores maiores entre pessoas que apenas acessam as ações ofertadas. Embora não tenha havido diferenças significativas, podemos identificar que entre os redutores de danos, ou seja, pessoas que compõem o coletivo e atuam em práticas de redução de danos, houve maiores escores nos domínios psicológico e de relações sociais. O que ocorreu de modo inverso com relação ao domínio ambiente. Os achados corroboram estudos internacionais a partir dos quais são identificados benefícios individuais e comunitários da Redução de Danos, destacando a importância da participação para a construção de autonomia e desnaturalização de estigmas sociais
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