Uma nota sobre desenvolvimento econômico contrafactual utilizando controle sintético para o Brasil

Abstract

After decades of accelerated economic growth, the eighties in Brazil were marked by hyperinflation and economic stagnation, living up to the epithet of a lost decade. However, the country could not resume its previous economic growth trajectory after that decade. This article supports the hypothesis that this loss of direction is due to changes in economic institutions that occurred during this period, which deteriorated economic freedom and generated strong disincentives for accumulating physical capital and adopting new technologies. To this end, it proposes a longitudinal comparison of Brazil with a group of countries that have chosen a different path concerning economic institutions through a synthetic control model, which allows the evaluation of Brazilian economic growth through a counterfactual analysis. The results indicate a loss of 48.19% in GDP per capita after twenty years. The article concludes that Brazilian economic institutions that could contribute to greater economic freedom remain weakened and create an inhospitable business environment for potential investors. As a result, the country remains economically stagnant.O artigo investiga as causas da estagnação econômica do Brasil a partir da década de 1980, utilizando o método de controle sintético para construir uma trajetória contrafactual de crescimento. Comparando o desempenho real do PIB percapita brasileiro com um cenário sintético baseado em países como Coreia do Sul, Colômbia e Chile, o estudo estima uma perda acumulada de 48,19% no PIB per capita até o ano 2000. Os resultados sugerem que políticas econômicas adotadas no período, como intervenção estatal, resistência à abertura comercial e instabilidade macroeconômica, desviaram o país de um caminho de crescimento sustentado. O trabalho destaca o papel das instituições e reformas estruturais no desempenho econômico de longo prazo, reforçando a importância de ambientes favoráveis ao investimento e à inovação. Conclui-se que a divergência institucional em relação aos países de referência explica parte significativa da estagnação brasileira

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This paper was published in OJS@FGV (Fundação Getulio Vargas).

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