O artigo tem por objetivo analisar algumas experiências educativas dos surdos educados no Instituto Nossa Senhora do Brasil (INOSEB), instituição confessional católica localizada em Brasília, no arco temporal dos anos 1970-1990. Em termos metodológicos, foram tomadas como fontes históricas documentos diversos existentes no arquivo da Instituição, buscando neles individualizar as experiências educativas dos alunos surdos atendidos pelo INOSEB. Como cuidado ético, preservou-se a identidade dos sujeitos investigados, empregando-se tão somente as iniciais de seus nomes. Como resultados, pode-se afirmar, por um lado, que a experiência educativa propiciada aos surdos pelo INOSEB foi marcada por um forte acento medicalizador – que era muito presente na época estudada – vendo a deficiência auditiva como uma realidade a ser modificada e o aluno surdo como alguém que deveria ser oralizado. Por outro lado, o Instituto também oferecia oportunidades de escolarização, permitindo, assim, ao surdo, ter acesso aos conhecimentos escolares na própria instituição. Pode-se, inclusive, asseverar que o INOSEB funcionava como uma instituição de educação especial em sentido estrito numa época em que esse tipo de atendimento educacional era franqueado a poucas pessoas
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