Food insecurity can negatively influence diet quality, favoring the consumption of ultra-processed foods. Rural populations in situations of social vulnerability may be particularly exposed to this risk, despite the persistence of traditional dietary practices. This study aimed to describe and evaluate the relationship between food security status and food consumption according to the NOVA classification in a community of rural workers in the semi-arid region of Ceará. This is a cross-sectional study conducted with 99 adults and elderly individuals. The Brazilian Food Insecurity Scale (EBIA) and three 24-hour food recalls on non-consecutive days were applied. Foods were classified according to the NOVA, and usual consumption was estimated via the Multiple Source Method. T-tests, Mann-Whitney, and Levene tests were used, with significance set at p<0.05. Most participants lived in households with some degree of food insecurity (89.9%). The average total food consumption was 1292.87 g/day, with the highest contributions from natural or minimally processed foods (1083.49 g/day) and ultra-processed foods (160.00 g/day). There were no statistically significant differences between the groups with and without food insecurity. Despite the predominance of natural or minimally processed foods in the diet, consuming ultra-processed foods is relevant among rural workers. The findings reinforce the need for policies that promote sustainable access to healthy foods in vulnerable rural communities.
Keywords: Food Insecurity; Rural Workers; Ultraprocessed foods.A insegurança alimentar pode influenciar negativamente a qualidade da dieta, favorecendo o consumo de alimentos ultraprocessados. Populações rurais em situação de vulnerabilidade social pode estar particularmente expostas a esse risco, apesar da persistência de práticas alimentares tradicionais. Este estudo teve como objetivo descrever e avaliar relação entre a situação de segurança alimentar e o consumo alimentar segundo a classificação NOVA em uma comunidade de trabalhadores rurais do semiárido cearense. Trata-se de um estudo transversal conduzido com 99 adultos e idosos. Aplicou-se a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) e três recordatórios alimentares de 24 horas em dias não consecutivos. Os alimentos foram classificados de acordo com a NOVA e o consumo habitual estimado via Multiple Source Method. Utilizaram-se testes T, Mann-Whitney e Levene, com significância de p<0,05. A maioria dos participantes vivia em domicílios com algum grau de insegurança alimentar (89,9%). O consumo total médio de alimentos foi de 1292,87 g/dia, com maiores contribuições dos alimentos in natura ou minimamente processados (1083,49 g/dia) e ultraprocessados (160,00 g/dia). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos com e sem insegurança alimentar. Apesar da predominância de alimentos in natura ou minimamente processados na dieta, o consumo de ultraprocessados é relevante entre trabalhadores rurais. Os achados reforçam a necessidade de políticas que promovam o acesso sustentável a alimentos saudáveis em comunidades rurais vulneráveis.
Palavras-chave: Insegurança Alimentar; Trabalhadores Rurais; Alimentos Ultraprocessados
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