Este artigo tem como objetivo investigar o papel da prática experimental na promoção da aprendizagem científica no ensino de Química, especialmente em escolas públicas de tempo integral. As recentes reformulações curriculares da Educação Básica são voltadas para uma formação mais integral e contextualizada, impulsionaram mudanças significativas no Ensino Médio, como a implantação de laboratórios e o aumento da carga horária. Nesse cenário, a experimentação em sala de aula assume um papel estratégico ao aproximar teoria e prática. A metodologia adotada se baseou em uma revisão bibliográfica, realizada no primeiro semestre de 2024, com a análise de dissertações publicadas entre 2014 e 2023, disponíveis no Catálogo de Teses e Dissertações e na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. A seleção resultou em cinco dissertações, que foram examinadas quanto ao foco temático, referências teóricas, fontes de informação, tipo e abordagem metodológica. Os resultados apontam que a prática experimental contribui para o desenvolvimento da autonomia discente, para o engajamento nas atividades escolares e o fortalecimento da compreensão dos conteúdos químicos. Contudo, foram identificados entraves, como a escassez de materiais, a falta de estrutura física adequada e lacunas na formação dos professores. Conclui-se que, apesar dos desafios, o ensino em tempo integral, quando aliado a metodologias práticas e bem fundamentadas, representa uma via promissora para a consolidação de uma educação científica mais crítica, significativa e transformadora
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