O artigo apresenta uma análise da prática de atendimento a mulheres em situação de violência doméstica em um município do interior da Amazônia brasileira. A cidade de Santana é o segundo maior município do Amapá, situado na região metropolitana da capital, Macapá. A partir de um estudo de caso em que se conjuga métodos de coleta baseado em observação, entrevista e grupo focal, investigamos a partir de concepções expressas pelos agentes da rede de atendimento à mulher na localidade quais as matrizes e estruturas que orientam tacitamente as práticas e protocolos de atenção dos agentes públicos. Das questões identificadas, destacamos a dificuldade de pensar atuação na lógica articulada de uma rede e concepções profissionais contraditórias, marcadas por discursos particularizados e tecnicamente frágeis para estruturar as práticas e protocolos de atenção. O estudo evidência os entraves e desafios institucionais para implementar políticas de proteção a mulheres vítimas de violência em contextos periféricos e desiguais de pequenas e médias cidades do interior do país
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