Este artigo tem como objetivo analisar as concordâncias e divergências existentes
na aplicação do Direito Internacional Humanitário (DIH) aos sistemas de armas autônomas
(SAAs), com base em diferentes instrumentos normativos e nas interpretações dos organismos
internacionais. Verifica-se um consenso quanto à exigência de que tais sistemas respeitem os
princípios fundamentais do DIH, como os da distinção, proporcionalidade e precaução. O
estudo também evidencia divergências significativas, especialmente no que se refere ao nível
de autonomia admissível e à possibilidade de garantir que os sistemas operem dentro dos
parâmetros éticos e jurídicos exigidos. A ausência de controle humano significativo durante a
operação de SAAs representa uma das principais preocupações, suscitando debates sobre
responsabilidade moral e legal em caso de falhas ou violações. Ademais, persistem incertezas
quanto à capacidade técnica dessas armas para tomar decisões complexas em cenários de
combate, o que compromete a conformidade com o DIH. Diante desse cenário, o trabalho
reforça a necessidade de evolução normativa que acompanhe o avanço tecnológico, a fim de
assegurar a proteção da dignidade humana e a responsabilização efetiva dos atos praticados
em contextos bélicos
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