O uso das simulações do conselho de segurança da ONU como ferramenta para o ensino de História

Abstract

O presente artigo analisa a aplicação da simulação do Conselho de Segurança da ONU como metodologia ativa e crítica no ensino de História, com base em uma experiência realizada durante o estágio supervisionado no Ensino Médio. A proposta foi fundamentada nas pedagogias de Paulo Freire e bell hooks, compreendendo a educação como prática de liberdade e formação de sujeitos históricos críticos. A simulação foi utilizada como recurso para romper com práticas tradicionais centradas na memorização de fatos e datas, estimulando, em seu lugar, a agência histórica, o pensamento crítico e o engajamento dos estudantes com temas contemporâneos e complexos, como conflitos internacionais e disputas de poder global. A atividade promoveu não apenas a aprendizagem de conteúdos históricos e geopolíticos, mas também o desenvolvimento de habilidades como argumentação, negociação, escuta ativa e leitura crítica do presente. A experiência permitiu refletir sobre os limites e potências dessa metodologia em contexto real de sala de aula, destacando o papel do professor como mediador e dos estudantes como protagonistas no processo de ensino-aprendizagem. Ao final, conclui-se que a simulação da ONU pode ser um instrumento eficaz para uma educação comprometida com a formação de cidadãos críticos, criativos e conscientes de seu papel no mundo

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This paper was published in Repositório Institucional do UniCEUB.

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