Mobilizações feministas islâmicas : Repressão no Irã e imperialismo cultural dos direitos humanos

Abstract

Este artículo analiza el impacto de las movilizaciones feministas en el Irán posterior a 2022, con especial atención a las mujeres musulmanas como sujetos políticos y a las tensiones entre la represión interna y las imposiciones externas. El tema central gira en torno a la doble subordinación que experimentan estas mujeres: por un lado, la represión autoritaria del régimen iraní; por otro, el imperialismo cultural del régimen internacional de derechos humanos, que proyecta los valores occidentales como universales y deslegitima las formas locales de resistencia. El objetivo principal del estudio es comprender cómo estos dos sistemas, aunque distintos, operan de manera interconectada para restringir la autonomía femenina, invisibilizando las luchas por la justicia que surgen de las propias tradiciones islámicas. Metodológicamente, la investigación es de naturaleza cualitativa, basada en una revisión crítica de la literatura académica y el análisis documental de fuentes secundarias, como informes de organizaciones internacionales y ONG activas en el contexto iraní. Como principales resultados, el artículo demuestra que tanto la represión estatal como el discurso salvacionista occidental contribuyen a limitar las posibilidades de acción de las mujeres musulmanas, reforzando estereotipos, silenciando sus voces y oscureciendo la complejidad de sus demandas. Se concluye que la defensa de la justicia de género en el contexto islámico requiere el reconocimiento de las especificidades culturales y religiosas de estas mujeres, evitando soluciones simplistas y universalistas que reiteren dinámicas coloniales. This article analyzes the impact of feminist mobilizations in post-2022 Iran, with a specific focus on Muslim women as political subjects and the tensions between internal repression and external impositions. The central theme revolves around the double subordination experienced by these women: on the one hand, the authoritarian repression of the Iranian regime; on the other, the cultural imperialism of the international human rights regime, which projects Western values as universal and delegitimizes local forms of resistance. The main objective of the study is to understand how these two systems, although distinct, operate in an interconnected manner to restrict female autonomy, rendering invisible the struggles for justice that emerge from within Islamic traditions themselves. Methodologically, the research is qualitative in nature, based on a critical review of academic literature and documentary analysis of secondary sources, such as reports from international organizations and NGOs active in the Iranian context. As its main findings, the article demonstrates that both state repression and Western salvationist discourse contribute to limiting the possibilities for Muslim women's agency, reinforcing stereotypes, silencing their voices, and obscuring the complexity of their demands. It concludes that the defense of gender justice in the Islamic context requires recognition of the cultural and religious specificities of these women, avoiding simplistic and universalist solutions that reiterate colonial dynamics.Este artigo analisa o impacto das mobilizações feministas no Irã pós-2022, com foco específico nas mulheres muçulmanas como sujeitos políticos e nas tensões entre repressão interna e imposições externas. O tema central gira em torno da dupla subalternização vivida por essas mulheres: de um lado, a repressão autoritária do regime iraniano; de outro, o imperialismo cultural do regime internacional de direitos humanos, que projeta valores ocidentais como universais e deslegitima formas locais de resistência. O principal objetivo do estudo é compreender como esses dois sistemas, ainda que distintos, operam de maneira interligada para restringir a autonomia feminina, invisibilizando as lutas por justiça que emergem de dentro das próprias tradições islâmicas. Metodologicamente, a pesquisa é de caráter qualitativo, baseada em revisão crítica da literatura acadêmica e análise documental de fontes secundárias, como relatórios de organizações internacionais e ONGs atuantes no contexto iraniano. Como principais resultados, o artigo demonstra que tanto a repressão estatal quanto o discurso salvacionista ocidental contribuem para limitar as possibilidades de agência das mulheres muçulmanas, reforçando estereótipos, apagando suas vozes e obscurecendo a complexidade de suas demandas. Conclui-se que a defesa da justiça de gênero no contexto islâmico exige o reconhecimento das especificidades culturais e religiosas dessas mulheres, evitando soluções simplistas e universalistas que reiteram dinâmicas coloniais.

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Biblioteca Digital de Periódicos da UFPR (Universidade Federal do Paraná)

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Last time updated on 26/06/2025

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