O presente artigo tem como objetivo examinar o pastiche como uma forma de manifestação artística e sua interseção com a técnica da sampleagem na produção de músicas comercializadas na plataforma de streaming audiovisual Spotify. A partir da identificação da técnica em um conjunto de canções derivadas de sucessos consolidados, hits nacionais e internacionais, apresentamos uma proposta de discussão sobre a relevância do pastiche na estética contemporânea à luz das teorias da Indústria Cultural, particularmente as de Theodor Adorno, Max Horkheimer e Walter Benjamin. Com a apresentação de canções que utilizam a prática de funk MTG tocadas em playlists populares da própria plataforma, concluímos que essa prática reflete transformações sociais, culturais e econômicas em andamento que se apresentam com tendências de fragmentação, de apelo nostálgico, de repetição e de transtextualidades entre significações por meio da combinação de elementos estéticos intangíveis nas sampleagens e que integram a atual lógica da indústria cultural pela alta capacidade de reprodução e oferta no meio digital através do uso comercial do pastiche
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