O presente artigo busca problematizar os conceitos de possibilidade e virtualidade a partir do encontro entre o campo numérico-algorítmico e experimentações artísticas que operam com esses conceitos filosóficos. Mesmo antes do advento dos computadores, alguns artistas já se interessavam pela dimensão potencial da arte. Ao instaurar jogos e regras em seus mecanismos gerativos, de certa forma, o trabalho do artista se afasta de funções técnicas produtoras do objeto estético, para se ocupar de funções relativas à programação de circuitos que, ao serem percorridos, produziriam uma infinidade de um fluxo de objetos sensíveis. O escritor abre mão da escrita direta e objetiva do poema para dar acesso ao jogo gerativo de incontáveis poemas durante sua leitura. Desse modo, ao operar com jogos combinatórios, o artista-programador parece esgotar um fluxo de possíveis aproximando-se do virtual. Nota-se que a produção algorítmica tangencia o esgotamento e o conceito de máquina, contudo, precisa abrir-se ao mundo e aos fluxos imanentes
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