Universidade Federal do Vale do São Francisco-UNIVASF
Abstract
O presente artigo analisa em que medida os projetos educacionais Educação Domiciliar e Escola sem Partido, socialmente relacionados à extrema direita e ao neoliberalismo, excluem a perspectiva de uma formação crítica e emancipatória e fortalecem os interesses de uma educação para formação do indivíduo estranhado e do sujeito disponível ao trabalho sob a forma do capitalismo. A tentativa do sistema capitalista para adestrar o ser humano, especialmente, tentando manipular sua subjetividade e orientá-la a favor do desenvolvimento social do capital, explica a razão pela qual avançam a extrema direita e se aprofundam os ataques à educação. Utilizando pesquisa bibliográfica e documental, buscamos analisar os avanços da Educação Domiciliar e do Escola Sem Partido. Como princípios teórico-metodológicos o trabalho está respaldado no materialismo histórico-dialético, com destaque para as categorias de educação, conservadorismo, educação domiciliar e neoliberalismo. A pesquisa apresenta, entre seus resultados, o visível ataque que a educação pública brasileira passa, especialmente no que se refere ao esvaziamento do caráter reflexivo, crítico e contextualizado dos conteúdos escolares, bem como constituem-se como uma alternativa viável e assertiva para vetar conteúdos curriculares considerados por fragmentos conservadores como indesejáveis, como questões de gênero, de etnia e de classe
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