Paloma está decidida a cometer suicídio no dia do seu aniversário e durante os dias restantes pretende fazer um filme sobre sua vida para mostrar “por que a vida é absurda”. No filme O porco-espinho, dirigido por Mona Achache, baseado no livro A elegância do ouriço, de Muriel Barbery, percebe-se uma vida engessada em linhas duras que fazem Paloma se sentir como um peixe no aquário, mas também uma vida atravessada pelo inesperado dos encontros. Com suporte de pensadores da Filosofia da diferença, busca-se rastrear algumas linhas que compõem a vida da personagem, sejam elas mais rígidas ou mais maleáveis que apontem para rupturas em sua existência. O objetivo, com este estudo entrecruzado entre o livro e o filme, é percorrer possibilidades de novos modos de existência que emergem dos encontros articuladores de rupturas, transformações e reconstruções
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