Desde o prisma dos Estudos de Recepção, articulados com as investigações sobre História e Cinema, este artigo se propõe a estudar os meios pelos quais a escravidão romana é recuperada na contemporaneidade italiana em discursos sobre raça e gênero. Para tal, utilizamos o filme Gli ultimi giorni di Pompei como documento histórico de análise, uma produção da Società Anonima Ambrosio de 1913. Por esse modo, verificamos como a cultura material pompeiana, a literatura inglesa do século XIX e as pinturas pompeianistas são evocadas em sua criação visual de modo a formatar esses discursos a partir de recepções da Antiguidade romana. Dessa maneira, concluímos como essa recuperação do passado antigo de escravidão serviu à fundamentação de narrativas racialistas e nacionalistas italianas ao começo do século passado - narrativas as quais se expressavam nas telas de seus cinemas
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