Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, 2023, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia.No ambiente de trabalho altamente competitivo e exigente que enfrentamos, as pessoas procuram formas de melhorar a sua capacidade mental, estabilidade emocional e produtividade, levando ao consumo de substâncias por parte de indivíduos saudáveis, com o intuito de melhorarem o seu desempenho. A capacidade de realizar tarefas de forma eficiente, com uma melhoria de funções cognitivas, como a memória, a atenção, a função executiva e o estado de alerta, são fundamentais para o sucesso no local de trabalho. Com esta finalidade, são habitualmente utilizados potenciadores cognitivos, principalmente em empregos de elevada responsabilidade. As profissões física e mentalmente exigentes, trabalho por turnos e horários de trabalho alargados contribuem para o declínio do desempenho, levando também ao consumo de tais substâncias. Trata-se, assim, de um fenómeno subestimado, frequentemente motivado pela elevada carga de trabalho e pelo stress por ele causado. Os potenciadores cognitivos incluem medicamentos não sujeitos a receita médica ou medicamentos de venda livre, drogas ilícitas e medicamentos sujeitos a receita médica, com indicação para tratar outras condições, utilizados em off-label. Estes são procurados pelo seu potencial para melhorar as capacidades cognitivas num curto período de tempo e com um esforço mínimo. Em indivíduos doentes, estas substâncias podem levar a função cognitiva a um nível comparável ao de um indivíduo saudável, mas não está comprovado que uma pessoa neurologicamente saudável e com o descanso adequado, possa atingir uma capacidade superior. Além disso, não devem ser ignorados os efeitos secundários esperados, nem a discussão ética que surge por detrás do seu uso. Doses moderadas podem conferir certos benefícios, mas o seu aumento e maior frequência de utilização conduzem rapidamente a efeitos adversos, como por exemplo a dependência.
Esta monografia centra-se nas substâncias mais utilizadas com esse propósito, incluindo a cafeína, o metilfenidato, o modafinil, anfetaminas e também substâncias naturais, como Ginkgo biloba, ginseng e Bacopa monnieri. Os antidepressivos e as benzodiazepinas são, também, frequentemente utilizados com o intuito de melhorar o humor, reduzir o stress, e melhorar a qualidade do sono e bem-estar geral, tendo assim impacto no desempenho no trabalho.
São explorados os mecanismos de ação, os benefícios e potenciais riscos associados ao consumo destas substâncias, e qual o seu verdadeiro impacto no desempenho profissional, salientando as principais preocupações para a saúde pública associadas aos potenciadores cognitivos e potenciadores de humor.In today's highly competitive and demanding working culture, persons seek ways to enhance their cognitive abilities, emotional stability and productivity leading to the consumption of drugs by healthy individuals, as a means to improve work performance. The abilities to perform tasks efficiently and effectively, along with improved cognitive functions such as memory, attention, learning, and alertness, are critical for success in the workplace. For this goal, cognitive enhancers (CEs) are commonly used by professionals mainly in high-responsibility jobs. Physically and mentally demanding occupations, shift work, and extended working hours contribute to the decline in performance also leading to the consumption of such substances. It is an underestimated phenomenon often driven by high workload and stress.
Cognitive enhancers include over-the-counter medicines (soft enhancers), illicit drugs and prescription drugs used off-label. These are sought after for their potential to enhance cognitive abilities in a short period with minimal effort.
In sick people, these substances can bring brain function to a level comparable to that of healthy individuals, but it is not clear whether neurologically healthy individuals, who are well-rested, can achieve a higher cognitive plane. Also, side effects should not be ignored and additionally, the widespread use of neuroenhancers has prompted ethical debates surrounding fairness. Moderate doses of these substances may provide certain benefits, however, increases in dosage or frequency would quickly lead to adverse effects, such as drug dependence.
This paper focuses on employed substances, including caffeine, methylphenidate, modafinil, amphetamines, Ginkgo biloba, ginseng and Bacopa monnieri, used by healthy individuals with the aim of enhancing work performance. It also includes antidepressants and anxiolytics, sometimes used to enhance mood, reduce stress, and improve overall emotional well-being, potentially impacting work performance by increasing motivation
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