Considerando as formas de transformação possibilitadas pela tradução, este artigo dialoga com as transformações sociais oferecidas pela tradução feminista em uma sociedade patriarcal, de forma a promover um meio social mais inclusivo e atento às mulheres negras, mães solos, pessoas LGBTQ+. Segundo Costa e Amorim (2019), Scardoelli (2019), Flotow (2020), a tradução feminista é compreendida como uma tarefa que possibilita o reconhecimento e a inserção de diferentes identidades que foram ignoradas e excluídas. Este artigo adota a obra Garota, mulher, outras, de Bernardine Evaristo, com o objetivo de tornar presente a polifonia de vozes de mulheres negras. O trabalho partirá da análise do estilo de escrita da autora, fusion fiction, e se atentará à tradução do inglês para o português da linguagem neutra presente nos capítulos que retratam a vida da personagem não binária, levando em consideração a questão do racismo e seus diversos abusos que são retratados na história. Todo o trabalho será desenvolvido com o intuito de dialogar com a tradução feminista como uma forma de gerar outras dinâmicas que compreendam as configurações e os sentidos sociais existentes
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