Reflexões sobre as cotas de gênero à luz da teoria crítica feminista de Nancy Fraser

Abstract

Faced with the growing academic and organizational debate on gender, we turn our attention to the female participation quota systems adopted in different countries. However, the affinity of these systems with the effective gender equality claimed by feminist movements is questioned. From this, the objective was to weave a reflection on gender quotas in organizations in the light of the teachings of the feminist approach of Nancy Fraser, who is committed to social justice and the emancipation of women. The theoretical articulation revealed that gender quotas are part of structures supported by the capitalist system and patriarchy and, therefore, cannot break with gender oppression. In the short term, quotas can fulfill the role of increasing the number of women at the top and in different layers of organizations, but in the long term, they do not contribute to structural changes.Ante el creciente debate académico y organizacional sobre género, en este ensayo dirigimos nuestra atención a los sistemas de cuotas de participación femenina que se han adoptado en diferentes países. Sin embargo, se cuestiona la afinidad de estos sistemas con la igualdad efectiva de género reivindicada por los movimientos feministas. A partir de ello, el objetivo fue tejer una reflexión sobre las cuotas de género en las organizaciones a la luz de las enseñanzas del enfoque feminista de Nancy Fraser, quien tiene un compromiso con la justicia social y la emancipación de las mujeres. La articulación teórica reveló que las cuotas de género forman parte de estructuras sustentadas por el sistema capitalista y patriarcal y, por tanto, no son capaces de romper con la opresión de género. En el corto plazo, las cuotas pueden cumplir el rol de aumentar el número de mujeres en la cúspide y en diferentes capas de las organizaciones, pero en el largo plazo no contribuyen a cambios estructurales.Diante do crescente debate acadêmico e organizacional sobre gênero, neste ensaio voltamos nosso olhar para os sistemas de cotas de participação feminina que vem sendo adotados em diferentes países. No entanto, questiona-se a afinidade desses sistemas com a efetiva igualdade de gênero reivindicada pelos movimentos feministas. A partir disso, o objetivo foi tecer uma reflexão sobre as cotas de gênero nas organizações à luz dos ensinamentos da abordagem feminista de Nancy Fraser, que possui um compromisso com a justiça social e a emancipação da mulher. A articulação teórica revelou que as cotas de gênero se inserem em estruturas amparadas pelo sistema capitalista e patriarcado e, portanto, não são capazes de romper com a opressão de gênero. No curto prazo, as cotas podem cumprir o papel de aumentar o número de mulheres no topo e nas diferentes camadas das organizações, mas a longo prazo não contribui para mudanças estruturais

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Last time updated on 01/06/2024

This paper was published in Em Questao.

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