Este trabalho procurou perceber de que forma a participação de um conjunto de cuidadores
informais num grupo psicoeducativo estaria associada a alterações nos seus níveis de
sobrecarga subjetiva, satisfação, impacto do cuidado e depressão.
Este grupo psicoeducativo realizou-se de forma remota com a participação de seis cuidadores
informais, durante dez sessões, cada uma com uma duração de cerca de 1h30. Estas sessões
tiveram uma componente educativa, que procurou abordar as diferentes temáticas relativas aos
cuidadores informais e às patologias com que se deparam. Paralelamente procurou ser também
um espaço de partilha e interajuda entre os diferentes intervenientes, de forma a promover
competências que facilitem o seu papel.
Este estudo, de metodologia mista, procurou avaliar o impacto da participação através das
escalas EADS (depressão) e avaliação do cuidado (sobrecarga subjetiva, satisfação do cuidador
e impacto do cuidado). Estas foram aplicadas antes do início do grupo psicoeducativo e
imediatamente após o final do mesmo. Foi também feita uma avaliação qualitativa a partir da
análise temática da transcrição de três sessões e do questionário de satisfação sobre esta
intervenção.
Neste estudo, a depressão registou uma redução estatisticamente significativa no decurso do
grupo psicoeducativo. Os parâmetros da sobrecarga subjetiva, da satisfação do cuidador e do
impacto do cuidado não registaram diferenças estatisticamente significativas. É possível
hipotetizar que estas dimensões se relacionam com uma multiplicidade de fatores externos ao
cuidador e, uma vez que a participação no grupo psicoeducativo não alterou estas condições.
Estes parâmetros não registaram mudanças.
Será importante que continuem a desenvolver-se intervenções psicoeducativas junto dos
cuidadores, pois são uma população muitas vezes isolada e com poucos apoios
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