Este artigo analisa a fixação da autoria do escritor carioca Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) no cânone literário brasileiro. Pesquisando a partir de O cemitério dos vivos, obra decorrente dos testemunhos do escritor em sua última internação no hospício, este estudo investiga a presença do autor e da obra em questão em periódicos de 1920 a 1922, bem como nos paratextos editoriais das sete edições existentes desse livro, de 1953 a 2017, buscando entrever tanto a recepção vivenciada pelo escritor, quanto o manejo póstumo desse livro. Frente ao tratamento de silêncio historicamente imposto à obra barretiana sobretudo depois da morte do autor, as conclusões desta pesquisa apontam uma possível repetição desse silenciamento durante o reacionarismo da ditadura militar brasileira, o que coaduna com a concepção de Lima Barreto como um autor militante
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