As mudanças ocorridas na distribuição do poder mundial sugerem que países insulares como Cabo Verde diversifiquem formas de cooperação a fim de se aproximarem de parceiros
credíveis e, desse modo, garantirem benefícios a longo prazo. Esta premissa, combinada com princípios de solidariedade, respeito mútuo, transparência e responsabilidade têm permitido a assinatura de vários acordos entre Cabo Verde e os Estados Unidos da América
(EUA) nos domínios da segurança e defesa, política de ajuda ao desenvolvimento,
democracia e direitos humanos. O presente artigo pretende apresentar e discutir
criticamente os principais ganhos obtidos na relação entre os Estados Unidos da América e
Cabo Verde, este último enquanto colónia portuguesa até julho de 1975 e, após essa data, entre Estados independentes, com o objetivo de construir um quadro analítico que permita responder aos atuais desafios que se deparam. Nesse sentido, recorreu-se a um estudo
exploratório de caráter qualitativo a partir da análise bibliográfica e documental. Os
resultados permitem concluir que Cabo Verde e os Estados Unidos da América têm vindo a
acompanhar a evolução da conjuntura internacional, tendo em conta a importância na região onde o arquipélago se insere, partilhando sinergias e troca de experiências em matéria de desenvolvimento, defesa e segurança
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