O presente artigo propõe-se debater os conceitos de Polidoxia e Transreligiosidade como parte dos recentes estudos das Ciências da Religião na linha do pluralismo religioso. Pautando a análise em espaços culturais fronteiriços e nas trocas do cotidiano, defende-se que a literatura e a religião podem atuar como ciências complementares para o entendimento da realidade social brasileira. Especialmente neste artigo, se pretende realizar a leitura dessas bases conceituais tendo como objeto a religiosidade e suas variadas manifestações na obra Grande Sertão: Veredas do autor João Guimarães Rosa. No microcosmo do Sertão de Riobaldo as experiências religiosas se diversificam, polarizando-se ou reaproximando-se nos entre-lugares da cultura local, dando espaço a uma nova forma de pluralismo religioso que emerge do ser, da fala e do agir dos personagens paralelamente à religião oficial. Nesse romance é possível reconhecer os espaços fronteiriços na cultura sertaneja, emergindo deles uma relação polidoxa e transreligiosa com o sagrado
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