CIAGS/EAUFBA e Observatório da Formação em Gestão Social
Abstract
O artigo tem como objetivo analisar a formação para o trabalho na sociedade brasileira, que apresenta diversas narrativas que iludem, com a promessa de formação crítica do sujeito, no sentido de ampliar sua capacidade reflexiva e a qualidade de suas tarefas. Parte-se da hipótese de que essas narrativas sobre o processo de formação do trabalhador se constituem em estratégias para se consolidar um modelo de escola terminal para atender as exigências do mercado. Quanto ao método utilizado, tem-se como proposição teórica a Filosofia da Educação, para analisar e interpretar a área temática trabalho e educação. Conclui-se que, por um lado, a incapacidade de ser um profissional crítico podem ser identificados em diversos “erros” que se produzem na perda de qualidade do trabalho, e isso pode ser considerado como o maior problema na formação do sujeito para o trabalho no Brasil. Por outro lado, a inserção do trabalho na unidade escolar deveria ser elemento que pudesse potencializar a transmissão da cultura e, principalmente, ampliar o desejo daqueles que ingressam no processo de formação. Portanto, a formação do trabalhador no Brasil se constitui no paradoxo entre a anulação do sujeito do desejo e a exaltação do sujeito produtivo que retrocedem as questões atuais do desenvolvimento social
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