Abstract

Este estudo explora a relação entre suicídio e envelhecimento na perspectiva de gênero, analisando as demarcações socialmente impostas de masculinidade e feminilidade na vida de idosos que cometeram suicídio. Trata-se de estudo qualitativo no qual foram consideradas 50 autópsias psicossociais realizadas com familiares de idosos, pertencentes a 10 municípios brasileiros, nas regiões Norte, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Neste artigo foram identificadas situações referentes a vulnerabilidades de gênero na vida de 13 pessoas que se suicidaram: 10 homens e três mulheres, selecionados pelo seu caráter de exemplaridade. Duas categorias principais foram elencadas: a primeira refere-se às feminilidades, incluindo o “destino de gênero” vivido por mulheres idosas que se suicidam quando não podem mais cuidar e trabalhar. A segunda refere-se a crises nas masculinidades hegemônicas, em que homens idosos morrem após mudanças nos papeis de provedores, ocasionadas pela aposentadoria ou doença. Ressaltase que as normas de gênero, os códigos de honra, as desigualdades de poder e estereótipos afetam tanto as mulheres quanto os homens em relação à vulnerabilidade para comportamentos suicidas.This study examines the relationship between suicide and aging from a gender perspective, examining the socially imposed boundaries of masculinity and femininity in the lives of elderly people who committed suicide. It is a qualitative study in which 50 psychosocial autopsies conducted with elderly relatives were selected from 10 cities in the North, South, Northeast and Midwest of Brazil. In this article we have identified situations of gender vulnerabilities in the lives of 13 people who committed suicide: 10 men and 3 women selected for their exemplary character. Two main categories were listed: the first refers to femininity including the “gender destiny” experienced by elderly women who commit suicide when they can no longer care for themselves or work. The second concerns the hegemonic masculinity in crisis, in which old men die after changing from the role of providers due to retirement or illness. It should be stressed that gender norms, codes of honor, power inequalities and stereotypes affect both women and men in terms of susceptibility to suicidal behavior

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Last time updated on 10/08/2016

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