Mesmo levando em conta as razões frequentemente alegadas pela maioria dos professores, de que os alunos “reprovam” por carências sociais e “falta de bases”, e, ainda, de que a reprovação constitui uma “sacudideia” para que o aluno se possa tornar mais responsável no ano seguinte, o fenómeno da repetência, neste país, é tão grave que tais justificativas parecem ser insuficientes. Sabemos que os altos índices de repetência escolar atingem todos os países periféricos, com incidência maior na América Latina, sendo o Brasil o país onde estes se apresentam como os mais elevados, ao lado da Guatemala, da Bolivia e da Colômbia. Além disso, os estudos recentes indicam que o abandono não está, primordialmente, vinculado às precárias condições de vida das famílias dos estudantes, mas, na maioria das vezes, trata-se de uma consequência das sucessivas reprovações, manifestando-se, sobretudo, pelo abandono do ano lectivo, nos últimos meses, quando o aluno (a) percebe (sente) que não será aprovado.
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