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Da tristeza à depressão: a transformação de um mal-estar em adoecimento no trabalho

By Luiz Carlos Brant and Carlos Minayo-Gomez

Abstract

No trabalho pós-industrial, a tristeza tornou-se um tabu. Em contextos de competitividade, trabalhar e viver têm deixado as pessoas tristes. Buscamos reconstruir e compreender a trajetória que vai da expressão da tristeza ao diagnóstico de depressão em um estudo qualitativo, tendo como método de análise a hermenêutica-dialética. Entrevistamos 13 trabalhadores, 13 gestores e oito técnicos da saúde de uma empresa. Realizamos, também, análise documental de house organs. Constatamos que o adoecimento se iniciava quando gestores encaminhavam pessoas tristes para o setor médico, onde eram tratadas e medicalizadas como depressivas. Algumas informações entre gestores e técnicos da saúde revelavam deslizes éticos. O diagnóstico de depressão eximia a empresa da responsabilidade na configuração daquela vida triste. Concluímos que esse diagnóstico constitui uma forma de não ressignificar a tristeza e sua relação com o trabalho. É uma ferida ética que implica excluir aquele que não apresenta semblante de bem-estar

Topics: Sufrimiento, Depresión, Salud laboral, Trabajo, Public aspects of medicine, RA1-1270
Publisher: Faculdade de Medicina de Botucatu (Unesp)
OAI identifier: oai:doaj.org/article:a92b36dd14ce489181ed79a9f5fc62e9
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