UID/HIS/04666/2019No âmbito da nossa investigação no campo da Recepção da Antiguidade em Portugal dedicada à identificação, recolha e análise de notícias e artigos sobre a descoberta do túmulo do faraó Tutankhamon publicados entre 1922 e 1939 nos jornais e revistas portugueses, deparamo-nos com um romance editado em Lisboa, em 1924, da autoria de F. de Carvalho Henriques, intitulado A Profecia ou O Mistério da Morte de Tut-Ank-Amon. Na narrativa principal do romance (desenvolvida nos capítulos I, VI-XIV), o Autor encaixa uma narrativa (capítulos II-IV) sobre “factos da antiguidade” para os quais mobilizou “conhecimentos históricos” sobre o antigo Egipto da época de Tutankhamon, suscitados pela então recente descoberta do túmulo desse faraó egípcio (KV 62), em Luxor ocidental, por Howard Carter, datada oficialmente de 4 de Novembro de 1922. Trata-se do primeiro romance, com contornos de policial, publicado a nível internacional inspirado nesta grande descoberta arqueológica egípcia. Não se conhecem as fontes primárias ou secundárias que F. de Carvalho Henriques utilizou para compor os capítulos II-IV do seu romance. Não se conhecem as suas leituras historiográficas sobre a época de Tutankhamon (XVIII dinastia). Não se conhece o seu efectivo entendimento sobre todos os tópicos inseridos na sua novela. Uma coisa, porém, é certa: os seus conhecimentos históricos sobre o Egipto antigo são genericamente bem sustentados, aprofundados, como procuraremos demonstrar, e provam como os ecos das longínquas escavações egípcias inspiraram e estimularam a imaginação de um ilustre desconhecido português e, através deste, dos seus leitores.publishersversionpublishe
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