O presente estudo pretende caracterizar e diferenciar os jovens provocadores e vítimas nas escolas portuguesas. Numa amostra representativa da população escolar nacional do 6.º, 8.º e 10.º ano de escolaridade (n=6903), analisaram-se os comportamentos de bullying/provocação em contexto escolar, através do questionário «Comportamento e Saúde em Jovens em Idade Escolar» – versão portuguesa do questionáriointer nacional de 1998, da rede Health Behaviour in School-aged Children (HBSC), apoiada pela Organização Mundial de Saúde.Os resultados são consistentescom os de outros estudos sobre a diferença entre sexos, idades e anos de escolaridade – os rapazes, os mais novos e os de anos de escolaridade mais baixos estão mais envolvidos no bullying. Confirmam-se as características, referidas também na literatura existente, dos provocadores (afastamento em relação à família e à escola, bom relacionamento com os pares, consumo de substâncias e exibição de sintomas físicos e psicológicos e depressão), das vítimas (afastamento em relação à escola, problemas no relacionamento com os pares, exibição de sintomas físicos e psicológicos e depressão) e das vítimas provocativas (afastamento em relação à família e à escola, problemas no relacionamento com os pares e exibição de sintomas físicos e psicológicos e depressão).Apresentam-se os determinantes para os comportamentos de provocação (sexo, idade, violência fora da escola, atitude face à escola, sintomas físicos e psicológicos, consumo de tabaco e álcool e nível socio-económico) e de vitimação (sexo, idade, violência fora da escola, relação com os pares, depressão e sintomas físicos e psicológicos, relação com os pais, atitude face à escola e nível socio-económico)
Is data on this page outdated, violates copyrights or anything else? Report the problem now and we will take corresponding actions after reviewing your request.