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    Variabilidade de isolados de Curvularia eragrostidis (Henn) meyer causando queima das folhas do inhame (Discorea cayennensis Lam.) no estado de Pernambuco

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    A queima das folhas, causada por Curvularia eragrostidis, constitui uma importante doença do inhame no Nordeste brasileiro, embora inexistam estudos sobre a variabilidade do patógeno. Com o objetivo de analisar a variabilidade de C. eragrostidis, 42 isolados obtidos de áreas de plantio de inhame do Estado de Pernambuco foram avaliados em relação a componentes epidemiológicos, características fisiológicas e sensibilidade ao fungicida iprodione. No estudo dos componentes epidemiológicos, plantas de inhame (cv. Da Costa) com quatro meses de idade foram inoculadas com os isolados de C. eragrostidis (1x104 conídios/ml) e avaliadas diariamente quanto à presença e severidade dos sintomas de queima, sendo obtidos o período de incubação (PI) e a área abaixo da curva de progresso de doença (AACPD). Cada isolado foi também avaliado “in vitro” quanto a características fisiológicas como taxa de crescimento micelial (TCM), esporulação (ESP) e germinação de conídios (GER), assim como em relação à sensibilidade ao fungicida iprodione, avaliada pela dose do fungicida suficiente para inibir 50% do crescimento micelial (DL50) e pela porcentagem de inibição da germinação dos conídios (IGC). Foram constatadas diferenças significativas (P=0,05) entre os isolados de C. eragrostidis em relação a todas as variáveis avaliadas, sendo possível a separação dos isolados em diferentes grupos de similaridade pelo teste de Scott-Knott. Não foram constatadas correlações significativas (P=0,05) das variáveis associadas à doença (PI e AACPD) com as demais variáveis (TCM, ESP, GER, DL50 e IGC). Utilizando o conjunto das variáveis, a análise da distância Euclidiana por ligações simples permitiu a separação dos 42 isolados de C. eragrostidis em sete grupos de similaridade. Os resultados obtidos indicam a existência de variabilidade entre os isolados do patógeno causando queima das folhas em diferentes áreas de cultivo de inhame de Pernambuco.Leaf blight, caused by Curvularia eragrostidis, is one of the main diseases of the yam in Brazilian Northeast, however studies on the pathogen variability are inexistent. In order to characterize the variability of C. eragrostidis, 42 strains obtained from yam fields in the Pernambuco State were evaluated in relation to epidemiological components, physiologic characteristics and sensibility to iprodione. In the epidemiological components study, yam plants, cv. Da Costa, were inoculated with strains of C. eragrostidis (1x104 conidia/ml) and evaluated daily for occurrence and severity of disease symptoms, to record incubation period (IP) and area under disease progress curve (AUDPC). Strains were evaluated “in vitro” for micelial growth rate (MGR), sporulation (SP) and germination of conidia (GER), as well as for sensitivity to iprodione, evaluated by the lethal dose which inhibited 50% of micelial growth (DL50) and percentage of inhibition of conidium germination (ICG). There were significant differences (P=0.05) among the strains of C. eragrostidis in relation to all variables, resulting in different similarity groups of strains according to the Scott-Knott test. There were no significant correlation (P=0.05) between the variables associated with disease (IP and AUDPC) and the other variables studied (MGR, SP, GER, DL50 and ICG). When all variables were analyzed by the Euclidean distance (single linkage), the 42 strains were gathered into seven similarity groups. Therefore, there is variability among the strains of C. eragrostidis, which causes leaf blight of yam in different planting areas in PernambucConselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNP

    Murcha-de-fusário do tomateiro: levantamento da intensidade,amostragem,arranjo espacial,variabilidade de isolados de Fusarium oxysporum f.sp. lycopersici e seleção de cultivares resistentes

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    A cultura do tomateiro estaqueado apresenta expressiva importância na região Agreste do Estado de Pernambuco tendo, contudo, sua produção é limitada devido à ocorrência de murcha-de-fusário, causada por Fusarium oxysporum f.sp. lycopersici. Este estudo objetivou realizar o levantamento da intensidade da murcha-de-fusário em áreas de plantio no município de Camocim de São Félix, Agreste do Estado de Pernambuco, determinar o tamanho ideal da amostra para quantificação da doença, analisar o arranjo espacial da doença no campo, caracterizar a variabilidade de populações de F. oxysporum f.sp. lycopersici e selecionar cultivares de tomateiro resistentes às raças 1 e 2 do patógeno. No levantamento da intensidade da murcha-de-fusário em 50 áreas de plantio, foi constatada uma alta prevalência da doença (72%), com incidência média de 17,15%. Utilizando os dados de incidência de 36 áreas como amostragens-piloto o tamanho de amostras para quantificação da doença foi determinado com base no coeficiente de variação da média. O número de linhas por área, a ser amostrado, reduziu com a elevação da incidência da doença e do erro aceitável. Considerando o nível de erro de 10%, a amostragem em cada área de 130 linhas com 12 plantas/linha é apropriada para quantificar a incidência da doença em levantamentos futuros. O arranjo espacial da doença foi investigado em 11 áreas de plantio, numa parcela de 480 plantas/área, utilizando-se as análises de mapeamento, “ordinary runs”,ajuste à distribuição beta-binomial e autocorrrelação espacial. Em sete áreas ficou evidenciada a agregação de plantas doentes, enquanto que em quatro, ficou evidente o arranjo aleatório, indicando não haver um padrão único de arranjo espacial da doença no campo. Na caracterização da variabilidade de F. oxysporum f.sp. lycopersici, 36 isolados foram avaliados em relação a componentes epidemiológicos, a raças e a padrões isoenzimáticos. Com base na incidência da doença foi possível a separação dos isolados em dois grupos de similaridade, elevando-se para três quando consideradas a área abaixo da curva de progresso da doença e a taxa de progresso. Apenas um isolado foi caracterizado como pertencente à raça 1, enquanto os demais foram pertencentes à raça 2, indicando uma pequena variabilidade na população quanto à raça. O padrão isoenzimático possibilitou a separação dos isolados em seis grupos de similaridade para esterase e oito grupos para fosfatase. Não foram constatadas correlações significativas entre os valores da mobilidade relativa para as isoenzimas e os obtidos nos componentes epidemiológicos. Na avaliação da resistência ao patógeno, foi analisado o progresso temporal da murcha-de-fusário em 25 cultivares de tomateiro inoculadas com isolados das raças 1 e 2. Todas as cultivares apresentaram plantas com sintomas da doença, quando inoculadas com os isolados da raça 2, enquanto apenas as cultivares Santa Clara I-5300, Jumbo AG-592, Barão Vermelho AG-591, Híbrido Débora Plus AF-799, H. Débora e Viradoro evidenciaram suscetibilidade ao isolado da raça 1. As cultivares H. Seculus e Rio Grande destacaram-se das demais ao propiciarem os maiores períodos de incubação e os menores valores de incidência, de taxa de progresso e de área abaixo da curva de progresso da doença, indicando o potencial para utilização em programas de manejo integrado da murcha-de-fusário no Agreste de Pernambuco.Fresh tomato is very important in the Agreste Region of Pernambuco State, Brazil. However its production is impaired by the occurrence of Fusarium wilt caused by Fusarium oxysporum f.sp. lycopersyci. This study aimed to survey the disease intensity in planting areas of Camocim de São Félix county, Agreste of Pernambuco and to determine the ideal sample size for disease assessment, to analyze the disease spatial pattern in field, to characterize the variability of Fusarium oxysporum f.sp. lycopersyci populations and to select the resistance of tomato cultivars to races 1 and 2 of the pathogen. The disease survey in 50 planting areas showed high disease prevalence (72%) and average incidence of 17,15%. Using the incidence data from 36 areas as pilot-samples, the sample size for disease assessment was determined accordimg to the mean variability coefficient. The number of rows to be sampled was inversely related to disease incidence and acceptable error. To quantify the disease in future surveys, considering 10% error, each area should have 130rows and 12 plants/row sampled. The disease spatial pattern was studied in 11 planting areas in plots with 480 plants, using mapping, ordinary runs, fitting of β-binomial distribution and spatial autocorrelation analyses. Seven areas showed agregation of diseased plants and four areas presented the randomized pattern suggesting that there is not a single spatial pattern of the diasease in field.Thirty-six pathogen isolates were characterized in relation to epidemiological components, races and isoenzymatic patterns. The disease incidence separated isolates into two similarity groups but based upon the area under the disease progress curve (AUPDC) and progress rate there was three groups. Only one isolate belonged to race 1 while all the others were race 2 suggesting a small population variability regarding to races. The relative mobility of bands indicated six similarity groups for esterases and eight groups for fosfatase. There were no significant correlations among the relative mobility values for isozymes and the values for epidemiological components. In the resistance assay the disease temporal progress was analysed in 25 tomato cultivars inoculated with isolates of races 1 and 2. Race 2 isolates induced disease symptoms in all cultivars but race 1 isolates only induced symptoms in cultivars Santa clara I-5300, Jumbo AG-592, Barão Vermelho AG-591, Débora Plus AF-799, Débora and Viradouro. The cultivars Seculus and Rio Grande showedlonger incubation periods and smaller incidence values, progress rate and AUPDC, suggesting their use in programs of Fusarium wilt integrated management in Agreste of Pernambuco.Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNP

    Estudo florístico e fitossociológico de um remanescente de caatinga à margem do rio São Francisco, Petrolina-Pernambuco

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    A vegetação ciliar ao longo do rio São Francisco tem sofrido uma forte degradação pela ação antrópica, causando uma drástica redução da cobertura vegetal nativa, que tem provocado um contínuo processo de assoreamento o que tem colocado em perigo a própria existência do rio. Com o propósito de contribuir para o conhecimento da vegetação de caatinga ocorrente nas margens do rio São Francisco e estabelecer suas relações com os fatores topográficos e pedológicos, foi realizado, durante o período de doze meses, o levantamento florístico e fitossociológico do componente arbustivo-arbóreo da vegetação, em área da EMBRAPA-SPSB, em Petrolina-PE. Foi aberto um transecto a partir da margem do rio, com o comprimento de 800 m, onde foram instaladas 138 parcelas contíguas de 10 x 10 m, para amostragem de todos os indivíduos vivos ou mortos ainda em pé, que tivessem o diâmetro do caule ao nível do solo ³ 3 cm e altura total ³ 1 m. Ao longo do transecto foi registrado um desnível de 9,4 m e identificados cinco ambientes topográficos: margem do rio (MR), dique (D), depressão inundável (DI), terraço limite (TL), todos pertencentes ao terraço fluvial, com solos Aluvial e Cambissolo eutrófico textura siltosa, e o tabuleiro sertanejo (TS) com solo do tipo Podzólico vermelho-amarelo textura arenosa. Foram encontradas 48 espécies/morfoespécies, distribuídas em 39 gêneros e 21 famílias, registrados quatro fitogeoambientes: MR, D+TL, DI+TL e TS, com base nos aspectos morfopedológicos e na similaridade florística entre as parcelas, calculada através da análise de agrupamento, e identificados os diferentes conjuntos florísticos ligados ao terraço fluvial e ao tabuleiro sertanejo. Do ponto de vista fisionômico, a MR destacou-se dos demais ambientes pela maior densidade total, área basal total, alturas máxima e média e diâmetro máximo, além de apresentar 8,1% dos indivíduos com altura superior a 8 m, contra 0,6% do D+TL, 0,2% do DI+TL e 0% do TS. As espécies com maior índice do valor de importância (IVI) foram: Inga vera subsp. affinis na MR, Mimosa bimucronata no D+TL e DI+TL e M. tenuiflora no TS.The riparian vegetation along the São Francisco river has been suffering a strong degradation by the human action. As consequence exist a drastic reduction in the covering degree of the native vegetation and sediment deposition that has causing threatens own existence of the river. Thisstudy intends to contribute for the comprehension of the caatinga vegetation that happens in the margins of the São Francisco river, by the establishment of the relationships between topographical and pedological factors and distribution of woody plants. The floristic and phytosociological survey was carried out, during twelve months, in area of EMBRAPA-SPSB, in Petrolina-Pernambuco. Was open a transect starting from the margin of the river, with the length of 800 m, where 138 contiguous plots of 10 X 10 m were installed. In each plot was measured the stem at soil level (DNS) for all individuals, alive or dead, with diameter > 3 cm and total height > 1m. Along this transect a difference of 9,40m was registered and five topographic environments were identified: river side (MR), dike (D), floodable depression (DI), boundary terrace (TL), all of them belonging to the fluvial terrace, with Alluvial and Cambisol eutrophic silty soils and the inlander tableland (TS) with red-yellow silty texture Podzolic soil. Forty-eight species/morphospecies distributed in 39 genera and 21 families were identified. Four phytogeoenvironments, MR, D+TL, DI+TL and TS, were defined by environmental variations and the floristic similarity among the parcels, calculate using cluster analysis. The MRenvironment showed the largest total density, total basal area, maximum and medium height and maximum diameter, and besides also, presented 8,1% of the plants with superior height to 8m, against 0,6% of D+TL, 0,2% of DI+TL and 0% of TS. The species with the largest importance value index were Inga vera subsp. affinis in MR, Mimosa bimucronata in D+TL and DI+TL and M. tenuiflora in TS.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPE

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