Universidade de Lisboa: Repositório.UL
Not a member yet
    51960 research outputs found

    Development of carriers for insulin delivery for wound healing applications

    No full text
    Tese de Mestrado Integrado, Engenharia Biomédica e Biofísica (Engenharia Clínica e Instrumentação Médica), 2021, Universidade de Lisboa, Faculdade de CiênciasA prevalência de feridas crónicas representa um dos maiores problemas de saúde pública a nível global, em função dos longos períodos de cicatrização associados a tratamentos pouco eficazes. A cicatrização de feridas é um processo fisiológico dinâmico e organizado que permite a recuperação da integridade da pele após uma lesão. Assim, a interrupção deste processo está associada a um impacto negativo e significante na qualidade de vida dos pacientes. Pacientes com patologias como a diabetes e obesidade estão mais sujeitos ao aparecimento deste tipo de feridas, devido a condições inerentes de hiperglicemia e complicações cardiovasculares. A idade é também um fator de risco para este tipo de lesão. Ao longo das últimas décadas equipas de investigação têm-se dedicado à descoberta de novas terapias, sendo que a principal abordagem para este tipo de patologia consiste em eliminar o foco de inflamação e aplicar topicamente fatores de crescimentos exógenos. A insulina é um fator de crescimento com um preço reduzido e vastamente disponível no mercado, capaz de estimular a migração celular, acelerando o processo de cicatrização. Contudo, a eficácia da administração tópica de insulina torna-se reduzida devido à ação das protéases presentes no leito da ferida. Assim, torna-se fundamental desenvolver novos métodos eficazes e capazes de contrariar este efeito proteolítico, protegendo o fator de crescimento da degradação. A encapsulação da insulina em micropartículas é capaz de conferir estabilidade à proteína quando administrada na ferida, promovendo uma libertação controlada e uma maior adesão às superfícies mucosas. Estudos revelaram, também, que a administração tópica de células estaminais mesenquimais acelera o processo de cicatrização, promovendo a formação de novos vasos sanguíneos num processo designado angiogénese, e reduzindo a inflamação. Este tipo de células estaminais têm a capacidade de se autorrenovarem em diferentes linhagens celulares, secretar fatores de crescimento e outras biomoléculas. Para além disso, o secretoma destas células é capaz de promover a deposição de matriz extracelular e aumentar a estabilidade dos fatores de crescimento no leito da ferida. Por outro lado, os fatores de crescimento têm, também, influência ao nível da modulação do efeito destas células estaminais. Assim, a co-encapsulação de insulina em conjunto com células estaminais mesenquimais em micropartículas pode ser uma estratégia inovadora no campo da medicina regenerativa, com aplicação na regeneração de feridas crónicas. Relativamente à administração destes fatores terapêuticas, esta pode ser feita através de aplicação de hidrogéis, capazes de conferir proteção contra a degradação provocada pelo ambiente. O PVA é um polímero sintético solúvel em água frequentemente utilizado na produção de hidrogéis, que pode ser reticulado de modo a adquirir excelentes propriedades viscoelásticas. Os hidrogéis compostos por este polímero conferem à pele uma camada resistente ao stress provocado pelo processo de cicatrização, promovendo uma sensação de conforto quando são aplicados na ferida. Por outro lado, o alginato é um polímero natural conhecido pela sua capacidade de absorver os fluídos em excesso existentes nas feridas, mantendo a hidratação da pele. Também a glicerina é frequentemente utilizada em hidrogéis, funcionado como emoliente e conferindo estrutura ao mesmo. Assim, o primeiro objetivo deste trabalho é desenvolver um hidrogel com nanopartículas contendo insulina, através de ciclos de congelação-descongelação. Posteriormente, é necessário otimizar este hidrogel que deverá ser apto para aplicação tópica, promovendo uma sensação de conforto quando aplicado na ferida. Para isso, as suas propriedades reológicas, tais como a viscosidade, vão ser avaliadas de modo a garantir a obtenção de um sistema de administração de insulina apto para aplicação em feridas crónicas. Para proceder à caracterização e produção deste hidrogel foram utilizadas nanopartículas revestidas com quitosano previamente produzidas pelo grupo de investigação que foram depois incorporadas no hidrogel composto por PVA, alginato e glicerina. Note-se que as nanopartículas revestidas com quitosano foram apenas utilizadas para estudar as propriedades reológicas do hidrogel, de modo a otimizar a sua formulação. Nesta primeira fase foi possível estudar e compreender a influência das variáveis independentes (percentagem de quitosano, alginato e glicerina, e número de ciclos de congelação-descongelação) nas propriedades do sistema composto pelo hidrogel e nanopartículas. A variável com maior impacto sobre as características do hidrogel é a quantidade de alginato, que influencia propriedades como a viscosidade e o potencial zeta. Correlacionando estes fatores tornou-se, então, possível, determinar a formulação ideal para o hidrogel. Numa segunda fase do projeto, pretende-se desenvolver um sistema para co-encapsulação de insulina com células estaminais mesenquimais através da técnica de microfluídica. Neste caso, o objetivo é estudar a estrutura da insulina após encapsulação, para mais tarde adicionar à formulação as células estaminais mesenquimais. A microfluídica foi a técnica escolhida para este efeito, uma vez que permite uma rápida produção de micropartículas com um tamanho e forma bem definidos, bem como a encapsulação de células em simultâneo. Assim, produziu-se um microchip com uma estrutura em forma de “T” e utilizaram-se propulsores de seringas para administrar duas fases imiscíveis com um fluxo constante. A fase contínua corresponde a uma solução de alginato e insulina, enquanto a fase dispersa corresponde a uma solução lipídica auto-emulsionante. Neste contexto, as partículas produzidas têm dimensões entre 10-100 µm, pelo que são consideradas micropartículas. Com o objetivo de otimizar a produção de micropartículas, produziram-se microchips com entradas e saídas reforçados para evitar pequenas fugas de conteúdo provocadas pela textura oleosa da fase dispersa. Apesar de eficaz, a técnica de microfluídica é bastante minuciosa, na medida em que é necessário determinar os fluxos ideias para um cada dos fluídos, possibilitando a formação de partículas esféricas. Para efeitos de controlo, foram produzidas partículas com e sem insulina. Uma vez produzidas, as partículas foram congeladas e posteriormente liofilizadas, com e sem crioprotetor. A morfologia da superfície das micropartículas foi avaliada através da técnica de microscopia eletrónica de varredura, e foram também realizados ensaio de libertação durante um período de 48 horas para avaliar e eficácia do sistema. A insulina foi depois extraída das micropartículas e a sua estrutura foi avaliada por microscopia de fluorescência, dicroísmo circular, espetroscopia de infravermelho com transformada de Fourier, e ensaios de Tio Flavina-T. Os resultados obtidos com o ensaio de libertação revelaram uma libertação uniforme e controlada de insulina durante as 48 horas, permitindo concluir que esta libertação poderá manter-se mesmo após este período. Os resultados de dicroísmo circular e microscopia de fluorescência revelaram que a insulina manteve a sua estrutura após encapsulação, com presença de apenas pequenas alterações. Os resultados de espetroscopia de infravermelho com transformada de Fourier confirmaram que a estrutura da insulina foi conservada após encapsulação, e não foram detetadas novas interações da proteína com o alginato. Os resultados obtidos relativamente às partículas congeladas com e sem crioprotetor revelaram-se semelhantes, sem grandes diferenças a notar relativamente a esta variável. Os resultados obtidos com este trabalho sugerem que a insulina pode ser eficazmente encapsulada através da técnica de microfluídica. Assim, reúnem-se condições para aliar os resultados obtidos em ambas as etapas deste trabalho, sendo que o produto final seria um hidrogel cuja formulação foi otimizada, contendo micropartículas com insulina, obtidas com recurso à técnica de microfluídica. Futuramente, pretende-se desenvolver um microchip com maior complexidade que permita encapsular as células estaminais mesenquimais em simultâneo com a insulina. Assim, será possível avaliar a viabilidade das células após encapsulação, bem como estudar a citotoxicidade e bioatividade da formulação in vitro. O resultado final será uma plataforma multipotente para administração tópica de fatores de crescimentos células estaminais mesenquimais para a cicatrização de feridas crónicas.The prevalence of chronic wounds is a challenging public health issue, due to long-time recovery and inefficacious treatments. Incidence of chronic wounds increase with age and pathologies such as diabetes and obesity are risk-factors. Insulin, a peptide hormone, is one of the cheapest growth factors available, being able to mitigate the compromised skin by triggering cell migration and proliferation, stimulating wound healing. Mesenchymal stem cells offer promising approaches for cell therapy because of their self-renewal capacities and multi-lineage differentiation. Besides, it was demonstrated that the presence of insulin improves MSCs function and survival, accelerating chronic wound healing. The co-encapsulation of mesenchymal stem cells and insulin in microparticles improves its stability in the wound area, provide adhesion to the mucosal surfaces, and preserve the sustained release. Therefore, this work started with the development and optimization of a hydrogel containing nanoparticles for topical insulin administration by freeze-thawing. The objective is to obtain a hydrogel with good rheological particles suitable for topical application. The second phase of the work consists of the development of a delivery system co-encapsulating insulin and mesenchymal stem cells by microfluidics. In this case, the aim is to evaluate the protein structure upon encapsulation to later encapsulate the stem cells. Microfluidics was the chosen technique for microparticle production because it allows the rapid generation of controlled size particles and simultaneous cell encapsulation. Once produced, microparticles were lyophilized with and without cryoprotectant. The surface morphology of the produced microparticles was evaluated using scanning electronic microscopy and the release profile of insulin was also evaluated. Insulin structure upon encapsulation was assessed by fluorescence microscopy, circular dichroism, Fourier transform infrared spectroscopy and thioflavin-T assay. The results obtained with circular dichroism, fluorescence microscopy, and thioflavin-T assay revealed that insulin structure was maintained upon encapsulation with minimal structural modifications. Moreover, the presence of cryoprotectant did not affect the results concerning insulin structure. Fourier transform infrared spectroscopy results showed confirm these results, and no interactions with alginate are evidenced. Finally, the results regarding the release profile of insulin revealed a sustained release during a period of 48 hours. The results obtained in both phases of this work suggest that the developed encapsulation technique can be applied to the production of microparticles co-encapsulating insulin and mesenchymal stem cells. Therefore, the next step consists of evaluate the mesenchymal stem cells viability upon encapsulation, and the cytotoxicity profile of the formulation, as well its bioactivity. Then, these microparticles can be incorporated into the optimized hydrogel, creating a delivery system suitable for topical administration, with wound healing applications

    Plasmodium berghei/SARS-CoV-2 co-infection phenotype in murine models

    No full text
    Tese de mestrado, Biologia Molecular e Genética , 2023, Universidade de Lisboa, Faculdade de CiênciasCoronavirus disease 2019 (COVID-19) and malaria, caused by severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) and Plasmodium parasites, respectively, share geographical distribution, in regions where the latter disease is endemic. Because of this geographic overlap, coinfection cases have emerged, albeit with variable clinical presentations, ranging from faster clinical recovery to worse health outcomes. Given the current epidemiologic status of both diseases, the occurrence of co-infections between SARS-CoV-2 and Plasmodium is likely to persist. Thus far, epidemiologic studies and case reports have yielded insufficient data on the reciprocal impact of the two pathogens on either infection and related diseases. As such, an experimental approach of this coinfection is critical for the understanding of how these pathogens interact with each other and the impact of this interaction on the progression of either disease. We established a unique and innovative coinfection model to address this issue experimentally for the first time, employing either transgenic mice expressing SARS-CoV-2’s human receptor for cell invasion – the human angiotensin-converting enzyme 2 (hACE2) – or wild-type mice in combination with human- and mouse-infective variants of SARS-CoV-2, respectively, and the rodent malaria parasite, P. berghei. Our results demonstrate for the first time that an ongoing SARS-CoV-2 infection impacts the outcomes of a subsequent Plasmodium infection. Our data shows that a primary infection by a viral variant that causes a severe disease phenotype leads to an exacerbated anti-viral immune response that markedly impairs a subsequent liver infection by the malaria parasite. Additionally, we demonstrate that a primary infection by a viral variant that causes an attenuated disease phenotype reduces malaria severity in mice subsequently infected with P. berghei, partially protecting these animals from experimental cerebral malaria and increasing their survival. Our results have unveiled a hitherto unknown virus-parasite interaction that could have important epidemiological and clinical repercussions in malaria-endemic regions, particularly regarding the management and control of the diseases caused by both pathogens. This work paves the way for the development of other models of co-infection between Plasmodium and respiratory viruses in relevant in vivo models of disease and we anticipate that it will serve as a steppingstone for further research on coinfections, thus filling an important knowledge gap regarding complex disease presentations

    Antimicrobial resistance in commensal Staphylococcus aureus from wild ungulates is driven by agricultural land cover and livestock farming

    No full text
    Staphylococcus aureus is a human pathobiont (i.e., a commensal microorganism that is potentially pathogenic under certain conditions), a nosocomial pathogen and a leading cause of morbidity and mortality in humans. S. aureus is also a commensal and pathogen of companion animals and livestock. The dissemination of antimicrobial resistant (AMR) S. aureus, particularly methicillin-resistant (MRSA), has been associated to its ability for establishing new reservoirs, but limited attention has been devoted to the role of the environment. To fill this gap, we aimed to characterize animal carrier status, AMR phenotypes, predominant clonal lineages and their relationship with clinical and food-chain settings, as well as to find predictors of AMR occurrence. Nasal swabs (n = 254) from wild boar (n = 177), red deer (n = 54) and fallow deer (n = 23) hunted in Portugal, during the season 2019/2020, yielded an overall carrier proportion of 35.8%, ranging from 53.7% for red deer and 32.2% for wild boar to 21.7% for fallow deer. MRSA from wild boar and phenotypically linezolid-resistant S. aureus from wild boar and red deer were isolated, indicating that resistance to antimicrobials restricted to clinical practice also occurs in wildlife. The most prevalent genotypes were t11502/ST2678 (29.6%) and t12939/ST2678 (9.4%), previously reported in wild boar from Spain. Clonal lineages reported in humans and livestock, like CC1, CC5 or CC8 (19.1%) and ST425, CC133 or CC398 (23.5%), respectively, were also found. The sequence type ST544, previously restricted to humans, is described in wildlife for the first time. We also identified that land use (agricultural land cover), human driven disturbance (swine abundance) and host-related factors (sex) determine resistance occurrence. These findings suggest that antibiotics used in clinical settings, agriculture and livestock farming, spill over to wildlife, leading to AMR emergence, with potential biological, ecological, and human health effects. This work is one of the most comprehensive surveys in Europe of S. aureus occurrence and determinants among widely distributed wild ungulates.info:eu-repo/semantics/acceptedVersio

    Acellular dermal matrix in breast procedures : a systematic review

    No full text
    Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2021A área da Cirurgia Plástica Reconstrutiva e Estética tem estado na vanguarda da investigação e desenvolvimento de técnicas cirúrgicas inovadoras, instrumentação e materiais, tanto biológicos como sintéticos. Objetivos: o propósito do presente trabalho consiste em analisar o uso da Matriz Dérmica Acelular (ADM) em procedimentos de reconstrução mamária (imediata e em dois tempos). Trata-se de um enxerto de tecido conjuntivo retirado da pele de um dador (espessura total ou parcial), de origem humana, suína ou bovina. É obtida através de um processo de descelularização, que preserva os elementos bioativos (colagénio, elastina, vasos sanguíneos, proteoglicanos, proteínas). A ADM funciona como um suporte para a colonização pelas células receptoras que promovem a sua integração e revascularização. A ADM pode ser utilizada em diferentes áreas da Cirurgia Plástica. Materiais e métodos: seis jornais de Cirurgia Plástica em língua inglesa (Plastic and Reconstructive Surgery; Journal of Plastic, Reconstructive and Aesthetic Surgery, Clinics in Plastic Surgery; Aesthetic Plastic Surgery; Annals of Plastic Surgery; and Journal of Plastic Surgery and Hand Surgery) foram selecionados com base no mais recente fator de impacto de 5 anos. Foram analisados os artigos relativos a procedimentos de reconstrução mamária com ADM entre 2001 e 2021. Foi realizada uma revisão sistemática de acordo com as linhas de orientação aplicáveis da PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses methodology). As indicações clínicas, benefícios, desvantagens, resultados clínicos e possíveis vieses são discutidos. Conclusões: há uma clara tendência para o uso de ADM em reconstrução mamária pré-peitoral imediata com as vantagens de diminuição da dor, e deformidade de mobilização. Outra grande tendência é a aplicação de ADM no tratamento da contratura capsular. De acordo com alguns autores, o uso de ADM pode aumentar o risco de infeção, seroma e hematoma. As vantagens dos procedimentos de ADM com radioterapia não são claras. São necessários mais ensaios clínicos randomizados e controlados para perceber as vantagens, aplicações e desvantagens da ADM em doentes submetidos a cirurgia reconstrutiva mamária, e também uma avaliação de custos detalhada.The field of Plastic Reconstructive and Aesthetic surgery has always been at the forefront of the investigation and development efforts of innovative surgical techniques, instrumentation, and materials, both synthetic and biological. Objectives: The aim of the present work is to analyse the use of Acellular Dermal Matrix (ADM) in breast reconstructive procedures (first and second stage). ADM is a soft connective tissue graft obtained from donor skin (full or split thickness) of human, porcine or bovine origin. It is generated by a process of decellularization, which preserves the bioactive elements. ADM serves as a scaffold for colonization by recipient-side cells that promote its integration and revascularization. ADM can also be used in several other fields of Plastic Surgery. Material and Methods: six English-language general plastic surgery journals (Plastic and Reconstructive Surgery; Journal of Plastic, Reconstructive and Aesthetic Surgery, Clinics in Plastic Surgery; Aesthetic Plastic Surgery; Annals of Plastic Surgery; and Journal of Plastic Surgery and Hand Surgery) were selected based on their current five-year Impact Factor. The ADM-assisted breast procedures papers between 2001 and 2021 were assessed. A systematic review following the applicable guidelines of Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses methodology (PRISMA) was performed. The clinical indications, benefits, disadvantages, clinical outcomes, and possible biases of ADM-assisted interventions are discussed. Conclusions: There is a clear trend towards the use of ADM-assisted one-stage pre-pectoral breast reconstruction, with the advantages of reduced pain, and animation deformity. Another major tendency is the application of ADM in the treatment of capsular contracture. According to some authors, ADM may increase the risk of infection, seroma and hematoma. The advantages of ADM-assisted procedures with radiation therapy are not clear. More randomized controlled trials are required to fully understand the advantages, applications and drawbacks of ADM in patients undergoing breast procedures, as well as a thorough evaluation of costs

    Do palácio ao mercado, reavaliações de quotidianos femininos no Renascimento em Portugal

    No full text
    A época do Renascimento e a historiografia sobre o feminino e o seu quotidiano nesse período são marcadas pela controvérsia. Se em tratados doutrinários e jurídicos revelam-se termos que suscitam questões sobre mentalidades opostas e clivagens sociais vigentes, em comentários moralistas vencem opiniões contrastantes, e nas descrições de corpos sociais não se chega a um consenso. Sobretudo não se alcança um tipo de reavaliação inequivocamente positivo das mulheres, actuem estas em meios palacianos, em ambientes privados ou nos mercados. Por essas razões e para observar de perto esta realidade, pesquisámos três tipos diferentes de fontes. Escolheu-se em primeiro lugar a obra do Dr. Rui Gonçalves acerca Dos privilegios & praerogativas que ho genero feminino tem por direito comum & ordenações do Reyno mais que ho genero masculino, publicado em 1557, obra que tem sido alvo de olhares díspares, e que na sua própria concepção está eivada de comentários provenientes de diferentes tipos de documentação, para lá de documentos jurídicos. Escolhemos em segundo lugar um outro tipo de fontes, de criação artística, mais concretamente as obras do grande dramaturgo quinhentista, Gil Vicente (1502-1536) onde não faltam personificações e alusões às mulheres, suas atribulações sociais e liames sociojurídicos e conflitos psicológicos. Na verdade, trata-se de composições teatrais em que perpassam mulheres de todas as camadas sociais. Teremos ocasião, assim, de registar o debate da época sobre qualidades e defeitos, uns residuais na literatura de todos os géneros, outros súmula de um sarcasmo quiçá renovador. Continuando a comparar as fontes, escolhemos em terceiro lugar índices quinhentistas sobre a ocupação laboral das mulheres nos mercados de Lisboa em pleno Renascimento e época expansionista. Utilizaremos os inventários realizados por Cristóvão Rodrigues de Oliveira, em 1551, e por João Brandão (de Buarcos) em 1552. No balanço dos três tipos de documentos de Portugal do século XVI acabamos por entrever ora arquétipos e fenómenos residuais de épocas passadas, ora realidades documentadas que se confrontam na época, assim como conflitos psicológicos do humanismo e dinamismos do quotidiano da mulher na sua pluralidade de ambientes e de aspirações.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    Análise exploratória de redes e perfis das dirigentes do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1914-1947)

    No full text
    O Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (CNMP), fundado em Lisboa em 1914 e em actividade até 1947, ano em que foi encerrado pelo Estado Novo, pode ser considerado a organização feminista mais relevante da primeira metade do século xx.2 Neste sentido, o seu conhecimento contribui especialmente para dar visibilidade às mulheres que também fizeram a nossa história.3 Embora já estudado por diversos/as investigadores/as, há ainda muito por conhecer sobre o CNMP. 4 Um dos aspectos a aprofundar são as suas redes sociais. Apesar de vários/as autores/as fazerem referência e realçarem, por exemplo, a importância das relações ou laços sociais entre as mulheres que o compuseram, o termo rede é usado «metaforicamente», para usarmos uma expressão de Claire Lemercier (2015).5 Isto significa que as relações sociais não têm sido analisadas com uma abordagem própria, possível através da Análise de Redes Sociais (ARS), uma abordagem teórico-metodológica, ou «modo de ver as coisas», que a análise histórica está a descobrir e a utilizar de forma crescente.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    Sequelas e qualidade de vida após sépsis meningocócica em idade pediátrica

    No full text
    Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2021A infeção meningocócica apresenta uma elevada mortalidade e morbilidade, apresentando os seus picos de incidência durante a idade pediátrica. A sépsis meningocócica condiciona sequelas numa parte considerável dos sobreviventes, deixando algum impacto na vida dos próprios e dos seus familiares. Assim, o objetivo do trabalho foi estudar a existência de uma diferença significativa na qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) com a presença ou não de sequelas após sépsis meningocócica em idade pediátrica. Foram estudadas 26 crianças internadas na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIPed) do Hospital de Santa Maria (HSM) com o diagnóstico de sépsis meningocócica, tendo sido aplicados três módulos dos questionários de QVRS desenvolvidos pela PedsQL – Questionário dos Próprios, Questionário dos Pais e Questionário de Impacto Familiar. Os sobreviventes com sequelas após sépsis meningocócica apresentaram índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos sobreviventes sem sequelas, como demonstrado por estudos já realizados. Os sobreviventes sem sequelas apresentaram índices de QVRS semelhantes aos apresentados por uma população pediátrica saudável. No que diz respeito ao Impacto Familiar também os familiares dos sobreviventes com sequelas apresentam índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos familiares dos sobreviventes sem sequelas. A QVRS é um bom indicador da morbilidade associada a diferentes patologias, nomeadamente sépsis meningocócica, podendo ser um bom método para a avaliação de cuidados de saúde. Podem ainda, os estudos da qualidade de vida relacionada com a saúde, permitir a identificação das crianças em risco de vir a obter valores mais baixos, levando a uma intervenção o mais precocemente possível nos mesmos e nas suas famílias.Meningococcal infection has a high mortality and morbidity with its peak of incidence during pediatric age. Most part of the survivors of meningococcal sepsis have sequelae which brought some impact on them and their families’ lives. Therefore, the aim of this work was to study the existence of a significant difference in health-related quality of life (HRQol) with the presence or absence of sequelae after meningococcal sepsis in pediatric age. Twenty-six children hospitalized in the Pediatric Intensive Care Unit (UCIPed) of the Santa Maria’s Hospital (HSM) with the diagnosis of meningococcal sepsis were studied, and three modules of the HRQOL questionnaires developed by PedsQL were applied – Questionnaire of Own, Parents' Questionnaire and Family Impact Questionnaire. Survivors with sequelae after meningococcal sepsis presented lower HRQoL rates than those presented by survivors without sequelae, as demonstrated by previous studies. Survivors without sequelae presented HRQoL indices similar of those presented by a healthy pediatric population. Regarding Family Impact, family members of survivors with sequelae also have lower HRQoL rates than those presented by the relatives of survivors without sequelae. HRQoL is a good indicator of morbidity associated with different pathologies, namely meningococcal sepsis, and it could be a good method for health care assessment. Furthermore, studies of health-related quality of life may allow the identification of children at risk of obtaining lower values, leading to intervention as early as possible on them and on their families

    Avaliação de compostos orgânicos voláteis em plantas mediterrânicas com importância na flamabilidade e propagação de incêndios

    No full text
    Tese de mestrado, Química (Química), 2023, Universidade de Lisboa, Faculdade de CiênciasO principal objetivo do presente trabalho foi o desenvolvimento de uma metodologia analítica alternativa, a microextração adsortiva em barra no modo de headspace (HS-BAμE), para a monitorização de compostos orgânicos voláteis biogénicos (BVOCs) emitidos pelas folhas das espécies arbóreas (Thymus villosus L., Thymus camphoratus, Erica scoparia L., Cistus ladanifer L., Cistus monspeliensis L. e Lavandula stoechas L.) e posterior comparação com a técnica considerada de referência, a microextração em fase sólida, também em modo headspace (HS-SPME), ambas seguidas de análise por cromatografia em fase gasosa acoplada a espetrometria de massa (GC-MS). Numa primeira fase, otimizou-se a metodologia por HS-SPME/GC-MS, recorrendo a três padrões monoterpénicos (α-pineno, 1,8-cineol e timol) e um sesquiterpénico (óxido de cariofileno), tendo-se verificado que as condições de ensaio otimizadas eram as seguintes: microextração - PDMS/DVB, 35 min, 35 °C; dessorção - 5 min, 270 °C. Na validação desta metodologia verificou-se que a gama de trabalho se situou entre 0,6 e 6,3 μg/L para o α-pineno e 1,8-cineol; entre 0,6 e 5,0 μg/L, para o timol e, entre 0,3 e 5,0 μg/L para o óxido de cariofileno; que as linearidades eram aceitáveis (r 2 ≥ 0,9927) e, que os limites de deteção (LODs) se situaram entre 0,03 e 0,19 μg/L. Como no estudo da precisão, o desvio padrão relativo (RSD) > 30,0 % para o sesquiterpenóide, a metodologia não foi validada para este analito. Seguidamente, procedeu-se à otimização da metodologia por HS-BAμE/GC-MS recorrendo a cinco padrões monoterpénicos (α-pineno, β-pineno, limoneno, 1,8-cineol e timol) e um sesquiterpénico (óxido de cariofileno), tendo-se verificado as seguintes condições de ensaio otimizadas: microextração - CN1, 3 h, 35 °C; retroextração - n-C6 (90 μL), 60 min sob tratamento ultrassónico. Na validação desta metodologia verificou-se que a gama de trabalho se situou entre 20,0 e 100,0 μg/L para o α- e β-pineno, entre 20,0 e 120,0 μg/L para o limoneno e o 1,8-cineol e, entre 15,0 e 100,0 μg/L para o timol e óxido de cariofileno; que as linearidades eram aceitáveis (r 2 ≥ 0,9816) e o LOD de 5,0 μg/L para todos os analitos à exceção do timol e do óxido de cariofileno, tendo sido de 15,0 μg/L. Como no estudo da precisão, RSD ≤ 30,0 % para todos os BVOCs, a metodologia foi validada para todos os analitos. Por último, aplicaram-se ambas as metodologias a matrizes reais (in-vitro) das referidas espécies de arbustos tendo-se verificado, por HS-SPME(PDMS/DVB)/GC-MS ser possível detetar a presença de αpineno e timol na Cistus ladanifer L. (4,5 ± 0,2 μg/g para α-pineno); de timol na Cistus monspeliensis L.; de 1,8-cineol na Thymus villosus L. e, de α-pineno e 1,8-cineol na Thymus camphoratus (9,7 ± 1,9 e 111,0 ± 77,0 μg/g). Através da metodologia por HS-BAμE(CN1)/GC-MS detetou-se a presença de αpineno e limoneno (23,6 ± 0,5 - 29,6 ± 0,2 μg/g) nas espécies Lavandula stoechas L. e Erica scoparia L.; de α-pineno, limoneno e 1,8-cineol (69,1 ± 0,1 - 138,8 ± 0,3 μg/g) na Thymus villosus L.; de α- e βpineno e limoneno (22,6 ± 0,1 - 27,5 ± 0,2 μg/g) na Cistus monspeliensis L.; de α- e β-pineno, 1,8-cineol e óxido de cariofileno (259,3 - 4136,9 ± 6,3 μg/g) na Thymus camphoratus e, de α- e β-pineno, limoneno e 1,8-cineol (148,5 - 325,1 ± 0,2 μg/g) na Cistus ladanifer L.. Em suma, a metodologia proposta demonstrou ser equivalente à considerada de referência. Desta forma, o presente trabalho demonstrou que a metodologia proposta pode ser utilizada como uma alternativa à metodologia considerada de referência e que as concentrações emitidas pelas folhas dos arbustos em estudo por HS-SPME(PDMS/DVB)/GC-MS foram inferiores às emitidas por HSBAμE(CN1)/GC-MS, tendo-se considerado que por esta última, as concentrações emitidas pelas folhas das espécies sugerem ter potencial de ignição, sobretudo sob condições atmosféricas extremas

    Editing of the ADORA2A gene by CRISPR/Cas9

    No full text
    Tese de mestrado, Neurociências, Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2021A percentagem de população envelhecida, a nível mundial, tem vindo a aumentar progressivamente, o que, por seu turno, está associado a um aumento das doenças ligadas ao envelhecimento como as doenças cardiovasculares e neurodegenerativas . O envelhecimento, afeta as células de todo o sistema nervoso, causando um declínio das funções sensitivas e cognitivas sendo o principal fator de risco de Doença de Alzheimer (DA), que é a forma mais comum de demência . Entre as estruturas cerebrais, aquelas envolvidas na memória, como o hipocampo, parecem ser particularmente vulneráveis à senescência e degeneração. A DA é caracterizada por deficiências cognitivas progressivas que comprometem progressivamente a memória e aprendizagem e, eventualmente, a capacidade de realizar as tarefas mais simples. Patologicamente, esta doença é caracterizada : i. pela formação sequencial de placas senis (ou neuríticas) extracelulares que resultam da acumulação do péptido β-amilóide (Aβ); ii. Tranças neurofibrilares intracelulares formadas por filamentos de proteína tau hiperfosforilada; iii. Perda sináptica e neuronal seletiva, no hipocampo e córtex cerebral, responsável pela atrofia cerebral; iv. gliose, resultante da ativação e proliferação de células da microglia e de astrócitos. No entanto, os mecanismos pelos quais a patologia da DA afeta a neurogénese não estão completamente compreendidos. A agregação e a acumulação de péptidos Aβ e proteínas tau, inflamação, alterações genéticas nas vias e genes relacionados com a neurogénese podem prejudicar a maturação de neurónios recém-nascidos e inibir a neurogénese do hipocampo, com possível impacto na atrofia do hipocampo . Contudo, até à data, nenhum estudo verificou uma associação entre genes relacionados com a neurogénese e o volume do hipocampo. Foi recentemente descrita uma associação entre um polimorfismo do gene que codifica o recetor de adenosina de subtipo A2A (A2AR) – ADORA2A – com a memória episódica, volume do hipocampo e a tau total no líquido cefalorraquidiano em pacientes com Défice Cognitivo Ligeiro e com DA, sugerindo que esta variante genética pode afetar a produção de A2AR. A adenosina, metabolito presente em todos os subtipos celulares, tem o papel de neuromodulador que influencia a atividade neuronal a diversos níveis, mas também o papel de cotransmissor ou mesmo neurotransmissor . É, portanto, uma molécula sinalizadora extracelular que afeta a transmissão sináptica . Uma vez ligada a recetores acoplados à proteína G, tem a capacidade de atuar a nível pré- e pós-sináptico, inibindo ou facilitando a libertação de neurotransmissores e, afetando a ação de recetores, respetivamente . Os sensores de adenosina – recetores de adenosina – são muito mais abundantes no cérebro do que em qualquer outro órgão ou tipo celular, em mamíferos . São recetores acoplados à proteína G, e dividem-se nos subtipos A1, A2A, A2B e A3, embora sejam principalmente os recetores A1 (A1R) e A2A (A2AR), os responsáveis pelos efeitos da adenosina no cérebro . Os A1R são os mais abundantes e amplamente distribuídos, sendo responsáveis pela diminuição da libertação de glutamato, tendo, portanto um papel neuroprotetor. Por seu turno, os A2AR são mais abundantes nos gânglios basais e nas sinapses, sendo considerados recetores excitatórios, na medida em que facilitam a libertação de neurotransmissores Durante o processo de envelhecimento há um aumento da expressão dos A2AR nas zonas corticais, estando este associado ao aumento dos défices cognitivos. Apesar da baixa expressão e densidade desses recetores no hipocampo, em condições fisiológicas, os A2AR regulam a função metabotrópica, ionotrópica e catalítica de recetores de outros sistemas modulatórios. Assim, os A2AR têm um papel importante na modulação da transmissão sináptica, no hipocampo, portanto, na presença de danos sinápticos e cognitivos, presentes na população envelhecida e nos doentes com DA. Um “single nucleotide polymorphism” (SNP) – rs9608282-T – a montante do gene ADORA2A foi associado a um maior volume do hipocampo e a um melhor desempenho da memória4 , sugerindo que este SNP possa ter um efeito protetor sobre a estrutura e função do cérebro. Rs9608282-T está localizado a montante do gene ADORA2A, numa região caracterizada pelo read-through de dois genes vizinhos, SPECC1L (“sperm antigen with calponin homology and coiled-coil domains 1-like”) e ADORA2A (“adenosina A2A receptor”) no cromossoma 22. Este read-through é um forte candidato para o decaimento mediado por mRNA nonsense, levando, assim, à não produção de proteína. Tendo em conta estudos anteriores, em modelos animais, em que tanto a deleção e/ou a inibição de A2AR levam à melhoria da memória espacial e ao aumento da plasticidade sináptica, pretendemos, então, com este trabalho, explorar a hipótese de que a variação rs9608282-T está associada à inibição da produção de proteína A2AR. Contrariamente aos neurónios, as linhas celulares são capazes de realizar a recombinação homóloga, essencial para a edição genómica, por serem mitoticamente ativas. Deste modo, a primeira fase deste trabalho consistiu em verificar se ambas as linhas celulares, células H4 e células U2OS, eram um bom modelo para o estudo do impacto deste SNP. Primeiramente, avaliou-se se ambas as linhas celulares expressavam níveis detetáveis de mRNA e proteína A2AR por recurso às técnicas de biologia molecular qPCR e Western Blotting. Por último, procedeu-se à caracterização das linhas celulares H4 e U2OS pelo método de Sanger Sequencing. A segunda fase deste trabalho consistiu na indução do SNP descrito com recurso à edição genómica CRISPR/Cas9. Este método usa um RNA guia (gRNA) complementar à sequência de DNA alvo, acoplado a uma endonuclease – Cas9 –, a qual induz quebras na cadeia dupla (DSB) de DNA, nessa sequência alvo. O DNA é reparado por recombinação homóloga (HDR), quando na presença de uma molécula de DNA dador com regiões de homologia correspondentes às sequências a montante e a jusante do local de corte da Cas9. Deste modo, desenhou-se o gRNA, que flanqueia a região a ser modificada, e os dois oligonucleótidos (WT e SNP-) que funcionam como template do DNA dador. Por sua vez, as células H4 e as células U2OS foram transfetadas com o plasmídeo, que contem o gRNA, e com os DNA dadores. De seguida, os mutantes gerados (WT e SNP) em cada linha celular foram validados por PCR e caracterizados pelo método de Sanger Sequencing. A partir dos resultados obtidos, conseguimos validar os modelos in vitro – linha celular H4 e linha celular U2OS –, uma vez que ambas as linhas celulares mostraram expressar níveis detetáveis de mRNA e proteína A2AR e, também mostraram ser wild-type, não apresentando o polimorfismo em estudo. Aquando da edição genómica por CRISPR/Cas9 de ambas as linhas celulares, foi possível verificar que o gRNA foi capaz de induzir DSB, no local pretendido. Os mutantes gerados (WT e SNP) em cada linha celular foram caracterizados, contudo, não foi possível gerar um clone positivo (com o SNP) nos clones que analisamos até à data. Com este trabalho, foi possível otimizar a técnica de edição genómica por CRISPR/Cas9 nas duas linhas celulares utilizadas como modelo de estudo, implementando uma nova técnica no laboratório. Contudo, mais clones precisam de ser rastreados de forma a permitir uma melhor caracterização, aumentando, assim, a probabilidade de se conseguir um clone positivo para a condição SNP. Deste modo, permite-se um melhor estudo da reparação do corte pelo DNA dador por processos de recombinação homóloga.Ageing is associated with cognitive decline in both humans and animals. Among brain structures, those involved in memory, such as the hippocampus, appear to be particularly vulnerable to senescence and degeneration . Recently, a gene-based association analysis4 identified a single nucleotide polymorphism (SNP) in the gene ADORA2A, encoding for adenosine A2A receptor (A2AR) as significantly associated with hippocampal volume and cognitive deficits. The minor allele of rs9608282 in ADORA2A (rs9608282-T) is linked to larger hippocampal volumes and better memory. This polymorphism occurs in a non-coding region, upstream to the coding sequence and it was just suggested, but not studied, that this protective effect could be due to alterations in A2AR expression. We have shown recently14 that a significant overexpression of A2AR occurs in hippocampal neurons of aged humans, which is aggravated in Alzheimer’s Disease (AD) patients. A similar profile of A2AR overexpression in rats was viificientevii to drive age-like memory impairments in young animals and to uncover a shift in hippocampal synaptic plasticity. More importantly, the same plasticity shift was observed in memory-impaired APP/camp1 mice modelling AD, which was rescued upon A2AR blockade. In this project, we intended to explore the hypothesis that the above identified SNP inhibits A2AR expression. For that, we genetically manipulated the ADORA2A gene using a bacterial CRISPR-associated protein-9 nuclease (Cas9) from Streptococcus pyogene (CRISPR/Cas9) system for genome editing in two cell lines, human neuroglioma H4 cells (H4 cells) and human viific viificienteviiviima viificiente U2OS cells (U2OS cells), and quantified the output to A2AR expression. Both cell lines express detectable levels of A2AR mRNA and protein, therefore being both possible in vitro models to study the viificiente the rs9608282 SNP. The H4 and U2OS cells were submitted to CRISPR/Cas9-mediated HDR to insert the rs9608282-T SNP. We verified that DSB was induced by the Cas9, but unfortunately the efficiency of HDR might have been very low since we did not catch positive clones for the rs9608282-T SNP in any of the two cell lines. These results need to be further explored, namely by sequencing the remaining clones obtained and analyse the viificiente the SNP in the A2AR protein expression as compared to the WT sequence. This viificientevii shows that viificiente CRISPR/Cas9 with the designed gRNA could successfully create a DSB around the ADORA2A SNP representing an initial step for further attempts to incorporate this SNP to study its impact in A2AR expression

    Tratamento de infeções do sistema nervoso central por Staphylococcus aureus meticilino-resistente

    No full text
    Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2021O Staphylococcus aureus meticilino-resistente (MRSA) é uma bactéria Gram-positiva, com tropismo para a maior parte dos tecidos biológicos, sendo um agente frequente de infeções da pele e tecidos moles, infeções respiratórias, do aparelho músculoesquelético e endocardites. Ainda que raramente, este microorganismo consegue infetar o sistema nervoso central (SNC) de forma direta, através de procedimentos cirúrgicos, traumatismos, disseminação contígua e, embora pouco frequente, pela via hematogénea, num contexto de bacteriemia, causando infeções de extrema gravidade, como a meningite, encefalite ou o abcesso cerebral. Atualmente, as normas de orientação clínica referem que o antibiótico de eleição para as infeções do SNC, causadas pelo MRSA, é a vancomicina. No entanto, pelas propriedades farmacológicas deste fármaco, poderão existir outros fármacos com atividade anti-MRSA que se revelem como alternativas viáveis. Assim, este trabalho tem como finalidade, com base nas caraterísticas farmacológicas, e na melhor evidência disponível e atual, perceber se existem outras alternativas ao tratamento de infeções causadas por MRSA no SNC.Resistant Staphylococcus aureus (MRSA) is a Gram-positive bacterium, with tropism for most biological tissues, being a frequent agent of skin and soft tissue infections, respiratory infections, musculoskeletal infections and endocarditis. Although rarely, this microorganism manages to infect the central nervous system (CNS) directly, through surgical procedures, trauma, contiguous dissemination and, although infrequent, through the hematogenous route, in a context of bacteremia, causing infections of extreme severity, such as meningitis, encephalitis or brain abscess. Currently, clinical guidance standards state that the antibiotic of choice for CNS infections, caused by MRSA, is vancomycin. However, due to the pharmacological properties of this drug, there may be other drugs with anti-MRSA activity that prove to be viable alternatives. Thus, this work aims, based on pharmacological characteristics, and on the best available and current evidence, to understand if there are other alternatives to the treatment of infections caused by MRSA in the CNS

    26,977

    full texts

    44,304

    metadata records
    Updated in last 30 days.
    Universidade de Lisboa: Repositório.UL is based in Portugal
    Access Repository Dashboard
    Do you manage Open Research Online? Become a CORE Member to access insider analytics, issue reports and manage access to outputs from your repository in the CORE Repository Dashboard! 👇