Portal de Peritódicos da PUCPR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná)
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A FUNÇÃO SOCIAL DO PROFESSOR: ASPECTOS HISTÓRICOS
No Brasil, historicamente o professor aparece como alguém a serviço do governo e mais tarde, quando se organiza o Estado1 brasileiro (após a Independência) como seu funcionário. No entanto, é a partir deste século quando nasce a industrialização no Brasil e modificam-se as relações de produção, que a escola (e conseqüentemente o trabalho do professor) passa a ser sentida pela população como instituição social necessária. Por que seriam tão necessários a escola e o trabalho do professor? Porque o professor transmitia as técnicas de domínio da leitura e da escrita e ainda mais, os conhecimentos necessários para que os alunos ingressassem no trabalho industrial e comercial. Isto era percebido pela população como possibilidade de participar da produção e do comércio concorrendo a melhores salários e tendo acesso a melhores formas de vida social.
SOBRE UM JUÍZO ESTÉTICO PECULIAR À EDUCAÇÃO DO DESIGNER
Este trabalho tem por objetivo convidar o designer/professor à uma reflexão filosófica sobre as implicações da liberdade estética propagada pela modernidade (cultura do consumo), sobre as responsabilidades morais do designer em sua atividade criadora. Tomaremos como ponto de referência um breve histórico do design, sua base filosófica original e suas posteriores variações na evolução econômica e cultural das sociedades modernas . Serão apresentados os argumentos de alguns filósofos a respeito do conceito de bom, do belo e do útil, para, então, através destas considerações responder a questões relacionadas à estética dos objetos utilitários, artísticos e também daqueles que visam preencher o campo simbólico-individualista das necessidades humanas
A EDUCAÇÃO NO TEMPO DA ÉTICA - Conexões entre Paradigmas Divergentes
A ética é a prática de reconciliação do homem consigo mesmo, tanto quanto com os outros. Por isso Sócrates (469-399 a.C.), “o mais sábio dos homens” segundo o oráculo de Delfos e o primeiro grande filósofo moralista do ocidente, sustentava em seus ensinamentos o dístico existente no frontispício do templo dedicado a Apolo: “Conhece-te a ti mesmo”. Agia assim movido pela convicção de que os deuses não sofriam das paixões humanas e que o homem, ao conhecer-se, saber-se-ia unido àqueles e, portanto, liberto de seus tormentos. Não é sem motivo, pois, que Aristóteles (384-322 a.C), herdeiro indireto da filosofia socrática, afirmava1 que a ética deveria investigar o referencial de escolha para a emoção e a ação, através do uso da reta razão
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO, PARCEIRO DA UNIVERSIDADE EM SUA BUSCA DE MUDANÇA?
Nos últimos dois anos desenvolvi e concluí pesquisa intitulada Planejamento Universitário: requisito da modernidade ou instrumento de modernização da Universidade brasileira? Nesta pesquisa procurei, baseada nas teses de Walter Benjamin sobre a História, buscar respostas para os “agoras” do Planejamento, em especial, na sua utilização nos meios universitários, como manifestação da racionalidade instrumental. A partir de um “olhar histórico” busquei os fundamentos para análise da realidade contemporânea da universidade brasileira. Tal análise, que contou inclusive com a manifestação dos dirigentes máximos das instituições universitárias, mais do que apontar para conclusões trouxe outras tantas indagações
A PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO NO BRASIL: TRAJETÓRIA, SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS
Agradecendo o honroso convite para proferir a conferência inaugural deste Seminário comemorativo dos 25 anos da Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina e ciente da enorme responsabilidade que se associa à honra a mim conferida, procurarei abordar da melhor forma possível o tema definido pelos organizadores do Seminário e que assim foi enunciado: Implantação e expansão da Pós-Graduação em Educação no Brasil: resgate, trajetória, tendências. Para tanto, seguirei um roteiro em quatro momentos começando por um tópico introdutório que esclarece brevemente o conceito de pós-graduação na sua relação com o ensino e a pesquisa. No segundo momento tentarei resgatar a história da pós-graduação em educação no Brasil abordando inicialmente os antecedentes, em seguida o período heróico que corresponde à fase de implantação e, por último, a fase de consolidação e de expansão; no terceiro momento abordarei a situação atual para, no quarto momento, delinear as tendências, isto é, as perspectivas da pósgraduação em educação em nosso país
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: UM PROJETO VIVIDO
A avaliação, apesar de proclamada como parte do processo ensino - aprendizagem, mereceu sempre, no cotidiano das práticas pedagógicas, um lugar de destaque na preocupação e no imaginário de alunos e professores. O fato de alunos universitários viverem em “busca da nota” é um fato histórico. Revela o lugar que a prova e a nota ocupam durante a vida escolar. Vestibulinhos, semana de provas, divulgação em edital das notas, boletins com notas azuis e vermelhas, todos tivemos estas experiências. Mais que qualquer discurso, estes fatos mostravam, desde muito cedo, o que é importante fazer na escola para ser bom aluno. Tirar boas notas! Não é a toa o verbo que se emprega. Tirar, arrancar, extrair, fazer sair algo antes depositado, contido e agora posto à mostra, revelado