Universidade do Minho. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Abstract
De acordo com Manuel Castells, “os fluxos não são só um elemento da organização social: são os
processos que dominam a nossa vida económica, política e simbólica” (2005:436). Em certo sentido,
a afirmação que o autor enuncia no âmbito da sua tese sobre a sociedade em rede poderia
ser expressiva não apenas dos movimentos que organizam a transmissão de informação, mas
também dos movimentos que organizam as pessoas. Na verdade, também no que diz respeito
à mobilidade dos indivíduos, o termo ‘fluxo’ condiz bem com um tempo em que a relação das
pessoas com os espaços tende a ser cada vez mais desenraizada. É talvez aí que se situa o fundamento
da proposta de Castells, segundo o qual ao ‘espaço dos lugares’ se sucede o ‘espaço
dos fluxos’. Condição vista como essencial à integração sociopolítica, a participação apresentase
como a chave de uma sociedade dita de informação, que apela à transição de uma assembleia
de massas para uma comunidade de indivíduos comprometidos pessoalmente.info:eu-repo/semantics/publishedVersio