Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Escola Superior de Educação
Abstract
Entre o “brincar” do Jardim de Infância e o “aprender” da escolaridade obrigatória existe uma ponte que pode assumir-se como um fosso se os docentes entenderem que ensinar e aprender discordam de criatividade. Escolarizar assombra aqueles que tentam ir para além da rotina diária, como se as crianças do pré-escolar estivessem por natureza impossibilitadas de pensar antes da escolaridade formal. Ora, desafiá-las a pensar e encontrar soluções para os seus problemas não é escolarizar. Proporcionar experiências matemáticas estimulantes às crianças do pré-escolar é fundamental para a relação que se estabelece entre elas e o conhecimento. Através de brincadeiras as crianças podem desenvolver o seu pensamento e adquirem competências matemáticas que serão a base de aprendizagens futuras. Esta comunicação pretende evidenciar como crianças de 4, 5 e 6 anos resolvem alguns problemas de estrutura aditiva e multiplicativa, apresentados sob a forma de desafios. Procura-se perceber: 1) Como resolvem estas crianças problemas de estrutura aditiva e de estrutura multiplicativa? 2) Que estratégias adotam na sua resolução? 3) Que explicações apresentam? Os resultados evidenciam sucesso no desempenho das crianças, acompanhados de argumentos válidos, o que parece indicar que as experiências matemáticas no pré-escolar traduzem mais a falta de oportunidades para as crianças do que a sua ausência de capacidades.CIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança, IE, UMinho (UI 317 da FCT), PortugalFundos Nacionais através da FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do COMPETE 2020 – Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) com a referência POCI-01-0145-FEDER-007562info:eu-repo/semantics/publishedVersio