Universidade do Minho. Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM)
Abstract
Será que uma falha ética numa obra de arte constitui necessariamente uma mácula estética? Muitos autores
advogam que a remoção dos defeitos morais de uma obra torná-la-ia também melhor do ponto de vista estético; a dificuldade em perceber como é que essa purificação ética pode tornar a obra melhor também do ponto de vista estético, leva a que outros autores optem por manter separadas as questões artísticas e morais; a dificuldade em defender universalmente a possibilidade da separação desses dois domínios leva a que ainda outros autores optem por inscrever a intenção moral da obra, por mais dúbia ou repulsiva, no quadro de condições da compreensão da obra. Estas três posições consagram três respostas clássicas à questão de determinar a relação entre qualidades morais e qualidades artísticas numa obra de arte: o autonomismo, o eticismo e o imoralismo. Neste artigo, examino, contrasto e avalio os seus argumentos respectivos.info:eu-repo/semantics/publishedVersio