Universidade do Porto. Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras. Gabinete de Filosofia da Educação
Abstract
Na consolidação das democracias ocidentais e na circunstância actual do
desenvolvimento dos sistemas educativos no seio das mesmas, especialmente no que a
Portugal diz respeito, a Filosofia da Educação enquanto base fundamental da educação
filosófica, a qual desde há décadas a UNESCO vem apontando como essencial para o
estabelecimento e solidificação desses regimes, teve um papel basilar e constituiu-se
como estruturante da política educativa de massas, acrescendo, ainda, que a comunidade
portuguesa da Filosofia da Educação, juntamente com a congénere francesa e espanhola,
foi determinante para a afirmação deste novo saber. Agora, com a estabilização da
democracia e a redefinição das políticas educativas gostaria de reflectir, ainda que
brevemente, sobre as seguintes questões: Que Filosofia ou filosofias da Educação tem
Portugal privilegiado numa altura de deliberado “apagamento” da educação filosófica
em detrimento da educação científica e tecnológica? O que resta e qual a influência da
Filosofia da Educação no panorama actual da educação em Portugal? Porque é a
Filosofia um veículo privilegiado para o fortalecimento das democracias e após a
estabilização das mesmas, acaba por se tornar irrelevante