Universidade do Minho. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Abstract
(Excerto) A construção da maternidade como o acto paradigmático de cuidado
adequado deve ser vista como uma construção cultural específica. É
comum conceber o cuidado como uma relação entre duas pessoas e especialmente
como uma relação entre mãe e filho. Como observa Joan Tronto,
uma tal compreensão conduziu frequentemente à idealização deste duo
que se converteu numa espécie de casal romântico no discurso contemporâneo
ocidental sobre a maternidade (Tronto, 1993, pp. 103, 109-110).
A ênfase ideológica na díade mãe/filho subsiste, não obstante revestir-se
de novos cambiantes e ser paralela à valorização da paternidade reflectida
numa diversidade de estudos (e.g. Monteiro & Domingos, 2013; Torres,
2002) e nas práticas sociais