research

A publicidade outdoors na reconfiguração da intimidade: o quotidiano administrado sobre a biografia dos indivíduos

Abstract

(Excerto) As raízes mais profundas da  noção de publicidade ou, mais precisamente,  de público remontam à antiguidade. Nessa altura, a vida pública desenvolve­-se na agora e “a publicidade constitui-­se na conversação (lexis), que pode também tomar a forma da deliberação e do tribunal, assim como no fazer comum (praxis)” (Habermas,1981: 43). Por contraposição à  esfera  privada, emerge  a  publicidade, “como um reino da liberdade e da continuidade. À luz da publicidade tudo e manifesta tal como é, tudo se  faz a  todos visível. Na  conversação entre  cidadãos as coisas fluem através da linguagem e  ganham forma; na  disputa  entre  iguais sobressaem os melhores e  estes ganham a  sua  essência: a  imortalidade da fama” (Ibidem:  43). Contudo, o sentido moderno da palavra publicidade surge apenas na primeira metade do século XIX, com o desenvolvimento da sociedade industrial e com o nascimento das primeiras agências de  publicidade, quer  na  Europa  quer  nos Estados Unidos. Até  então, a  publicidade pretendia, sobretudo, designar a actividade de tornar público, de divulgar, de difundir produtos ou serviços, bem como os respectivos locais de venda, ou mesmo promover espectáculos e outros eventos, inicialmente através do pregão e das tabuletas e, mais tarde, com o aparecimento da imprensa, na primeira metade do século XV, através do cartaz e dos pequenos anúncios, os quais só apareceriam no século XVII

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