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O impacto de biofilmes microbianos na higiene e segurança alimentar

Abstract

Em 2012 foram reportados na União Europeia 5363 surtos de origem alimentar, resultando em 55453 casos humanos, os quais causaram 5118 hospitalizações e 41 mortes [1]. A maioria dos surtos notificados foi provocada por Salmonella, toxinas bacterianas, vírus e Campylobacter. Além destes microrganismos, Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Staphylococcus aureus estão também entre os patogénicos alimentares mais problemáticos. A formação de biofilmes nas superfícies de processamento de alimentos é uma das principais causas destes surtos. De facto, todos estes microrganismos apresentam uma grande capacidade para formar biofilmes e estes podem desenvolver-se em todo o tipo de superfícies na indústria alimentar, incluindo aço inoxidável, polipropileno, vidro, etc. Os biofilmes constituem uma fonte de contaminação dos alimentos com que contactam e o seu desprendimento das superfícies causa ainda a contaminação do ambiente circundante. Pode definir-se biofilme como um agregado de células microbianas formado sobre uma superfície ou interface frequentemente envolto numa matriz de substâncias poliméricas, a maioria de origem microbiana [2]. Estas estruturas apresentam uma grande tolerância a agressões externas, nomeadamente a agentes antimicrobianos químicos. A tolerância inerente dos biofilmes a biocidas químicos tem suscitado o interesse no desenvolvimento de métodos alternativos de controlo de patogénicos alimentares. Neste artigo serão abordados os princípios fundamentais de adesão e persistência de patogénicos alimentares nas superfícies alimentares e de contacto com alimentos. Será referido o papel dos biofilmes na resistência cruzada e por fim serão apresentados 2 métodos inovadores de controlo de biofilmes

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