Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD)
Abstract
A presente comunicação, fazendo parte de uma reflexão mais ampla sobre as ambiguidades a que
hoje assistimos quando se articula a educação com a agenda da autonomização, tem como objeto a
análise dessas ambiguidades por forma a destacar uma conceção de autonomização
verdadeiramente humanista, emancipadora e transformadora, tanto da realidade do sujeito quanto
da realidade do contexto. A estrutura narrativa, construída à luz de uma metodologia hermenêutica,
típica da filosofia da educação, articula as seguintes dimensões: i) atenção às ambiguidades: nem
tudo o que reluz é ouro; ii) a educação e a normatividade da autonomização e, por fim, iii) as
ambiguidades da autonomização: sentidos divergentes de fazer educação para a autonomia. A
conclusão, essa, sinaliza o empowerment emancipatório e transformador como vetor estruturante e
incontornável de uma educação para a autonomização que seja respeitadora da vocação ontológica
de cada ser humano em progredir para patamares mais elevados de cidadania, subjetividade e
humanidade em cenários que primam por exigências, quantas vezes exorbitantes e intratáveis, de
responsabilização pessoal pelas tarefas do quotidiano.Fundação para a Ciência e a Tecnologia; Centro de Investigação em Educaçã