Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Departamento de Educação
Abstract
Resumo: este texto parte do pressuposto de que a forma como se organizam as
dinâmicas sociais entre adultos e crianças, nomeadamente nos contextos educativos,
não é isenta de marcas de invisibilidade e exclusão, no que diz respeito ao protagonismo
das últimas nos processos educativos. Pretendemos discutir de que forma as crianças
se apresentam, em muitos contextos, como um grupo geracional discriminado no que
diz respeito ao seu direito a assumir uma efectiva participação no processo educativo,
tentando demonstrar que este estatuto é, ainda, alimentado por um conjunto de
pressupostos associados à ideia da incapacidade e incompetência, associada
tacitamente ao sujeito criança, influenciando as relações e dinâmicas com as crianças.
Apresentamos neste texto a defesa de uma acção pedagógica participativa e baseada
nos direitos da criança, sobretudo a partir dos seus direitos de participação, para
questionar tais pressupostos e práticas excludentes face ao grupo social da infância.
São estes os caminhos para a construção de dinâmicas sociais ativas, mais críticas e
emancipatórias e promotoras de práticas sociais fundamentais numa sociedade livre,
pacífica, equitativa e democrática.CIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança, UM (UI 317 da FCT