Universidade do Minho. Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS)
Abstract
(Excerto da introdução) Enquanto formadores da opinião pública, os meios de comunicação social assumem um papel fundamental na (re)construção de identidades e (inter)subjetividades, pelo que a forma como incorporam as questões relacionadas com a igualdade de género nas suas práticas organizacionais adquire suma importância. A atenção pública nos média (informativos) e na sua relação com as (des)igualdades de género não é recente. Na IV Conferência Mundial sobre a Mulher, aquando da adoção da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim (1995), destacou-se a importância reduzida que as organizações mediáticas atribuíam às questões de género (UN, 1995). No contexto europeu, a Estratégia do Conselho da Europa para a Promoção da Igualdade de Género (2014-2017) incentiva à veiculação de conteúdos jornalísticos que promovam a igualdade de género e à participação equilibrada de mulheres e homens nas organizações mediáticas, nomeadamente em posições de tomada de decisão. Em Portugal, o V Plano Nacional para a Igualdade de Género, Cidadania e não Discriminação (2014-2017) contempla os meios de comunicação social como área estratégica, apelando à capacitação das/os profissionais dos média para as questões de género, à monitorização de conteúdos jornalísticos, bem como à promoção da igualdade de género junto dos públicos mediáticos.Projeto de investigação “O género em foco: representações sociais nas revistas portuguesas de informação generalista” (PTDC/CCI-COM/114182/2009), financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Operacional Fatores de Competitividade (COMPETE), e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT)