Vol. 2 : Artículos de Salud / Artigos de SaúdeO Estudo de Caso insere-se no projeto nacional Desenvolvimento de Competências para a Saúde e a Sexualidade Saudável a partir da Identificação de Necessidades em Meio Escolar e Meio Institucional.
Em Portugal, um dos motivos frequentes para a institucionalização de criança/jovem prende-se com ser considerada a sua família “desestruturada”. À queixa familiar e escolar associa-se a adversidade e, em cerca de 30% de crianças/jovens separadas, justifica-se o atendimento especializado, não se sabendo se a custódia é causa ou consequência da problemática.
Por Investigação-Ação, na fase de diagnóstico, foram entrevistadas cerca de 109 meninas e 87 meninos, de 4 a 12 anos, a viverem em casa e em residências de acolhimento. Individualmente, conversaram, escreveram e desenharam a emoção negativa de medo.
Os objetivos e intenções foram as seguintes: (1) Intervenção por técnicas vivenciais/experienciais e plástico-visuais; (2) Escuta ativa na interação dual, sendo debatidas situações de medo em família e com colegas; e (3) Análise de Conteúdo para as ocorrências, sensíveis a classe social e cultura, no Litoral Norte de Portugal.
Na relação não familiar com cuidadores e cultura religiosa distintas, as meninas de Lares de Infância e Juventude elucidaram contingências e medos nem sempre triviais, antecipando futuros nem sempre realistas.
Quando os textos e as imagens pegaram os medos e modos de coping inadequados (compensação por excesso, confrontos evitados, renúncias familiares…), a colaboração foi por vezes negada de forma subliminar ou explícita, porque elas não dizem o que vem ao caso. No entanto, as suas boas imagens de medos são com animais e figuras incertas e ficam abertas à exploração os medos na família, em residências e de pares.This Case Study is part of the national project
Development of Skills for Health and Healthy Sexuality from the
Identify Needs in School and Institutional Environment.
In Portugal, one of the common reasons for a child/youth live in
an institution concerns be considered his family "dysfunctional"
[1] [2] [3]. The family and the school problems are associated
with adversity, and about 30% of young people separated
justifies a specialized care [4], not knowing if the custody is cause
or is consequence the problem [5].
By Action-Research, in that diagnostic phase, were interviewed
individually about 109 girls and 87 boys, of 4-12 years old, living
at home and in residential facilities. They discuss, wrote and
draw a negative emotion - the fear.
The objectives and intentions were, as follows: (1) Intervention
by existential/experiential, and visual techniques [6] [7]; (2) active
listening in dual interaction, being debated fearful situations with
family and peers; and (3) Content Analysis for the occurrences,
sensitive to social class and culture, on the northern coast of
Portugal.
In family the relationship and the culture is different from
religious caregivers. Girls of Homes for Children and Youth
elucidated contingencies and fears not always trivial, anticipating
future not always realistic.
When the texts and images got fears, and inadequate coping
styles (compensation for excess, avoided confrontation, family
disclaimers ...), collaboration was sometimes denied, subliminally
or explicitly, because they do not say what is the point. However,
their fears are good pictures with animals and uncertain figures,
and are open to exploitation fears in the family, in homes and
peers.Projeto PTDC/CPE-CED/120404/2010 da FCT, Programa COMPETECIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança, UM (UI 317 da FCT