Universidade de Coimbra. Faculdade de Letras. Centro de Estudos Sociais
Abstract
Interroga-se aqui o saber da nossa vida quot/diana do ponto de vista de uma teoria da produção do sentido. A reflexão faz-se a partir de três registos:
1) a partir do registo linguístico, porque significar é antes de mais nada um problema de linguagem;
2) a partir do registo epistemológico, porque significar é um problema sobre a possibilidade de um saber e sobre a possibilidade da sua construção;
3) a partir ainda do registo sociológico, dado serem construções sociais os nossos próprios esquemas mentais.
Sempre na perspectiva de uma teoria da construção do sentido, temos presente o debate que na actualidade opõe a lógica racionalista (moderna) a lógica existencial (pós-moderna), e defendemos que a produção do sentido não pode reduzir-se ao poder instituinte de uma intenção do Mesmo,
nem ao poder representativo de uma Erlebnis (experiência)