O trabalho apresenta uma pesquisa em desenvolvimento junto ao Programa de Pós-graduação em Educação do Centro de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e tem como objetivo contribuir para a discussão sobre a formação de professores da infância a partir de um exercício de reflexão sobre a construção da identidade pessoal/profissional e do papel das aprendizagens ao longo da vida (aprendizagens formais, não formais e informais).
A discussão sobre as aprendizagens ao longo da vida (Alheit & Dausien, 2006; Ghanem & Trilla, 2008; Gohn, 2008; Lima, 2007) vem ocupando, nos últimos trinta anos, e especialmente na última década, um espaço significativo no cenário da formação como dimensão estratégica e funcional e como um princípio diretor que garanta a todos o acesso às ofertas de educação e de formação, em uma grande variedade de contextos de aprendizagem.
Partimos do seguinte pressuposto: se a formação e a construção da identidade do professor se dá em processo e ao longo de toda a vida, qual será, então, o papel dessas aprendizagens na formação do professor da infância?
Essas três dimensões de aprendizagens e conhecimentos constitutivos do processo de formação “no curso de uma vida” (DELORY-MOMBERGER, 2008) são aqui incorporadas no conceito de aprendizagem biográfica por entendermos que ele tem a capacidade de integrar as experiências vividas no interior das instituições e fora delas, bem como de atribuir sentido às aprendizagens informais, além de contribuir para “modelar as representações das “biografias” no quadro das quais os sujeitos interpretam suas experiências e produzem seu próprio sentido biográfico” (Alheit & Dausien, 2006, p.186), o que os referidos autores denominam de biografização.CIEC - Centro de Investigação em Estudos da Criança, UM (UI 317 da FCT