Se considerarmos a eminente quantidade de riscos que determinadas organizações incorporam, bem como a sua elevada
gravidade, podemos então considerar, metaforicamente, algumas destas organizações como autênticas fábricas
de riscos. Os acidentes só ocorrem porque existem riscos a montante. Sabendo que os riscos são de certo modo omnipresentes,
torna-se utópico pensar que poderemos eliminar todos os acidentes.
Neste artigo, pretendemos confrontar as principais virtudes e limitações de alguns modelos para a análise dos acidentes.
As perspectivas que iremos apresentar e confrontar, embora de forma sucinta, são as seguintes: o modelo sequencialista;
a perspectiva epidemiológica dos acidentes; o paradigma socio-técnico dos desastres de origem humana; a
abordagem sistémica dos acidentes, particularmente a perspectiva dos “acidentes normais” e, fi nalmente, o modelo
organizacional dos acidentes