À semelhança do que se tem passado com diversos materiais curriculares, os manuais escolares não escapam aos efeitos da profunda revolução tecnológica em que nos encontramos inseridos, sendo alvo de transformações que procuram adaptá-los aos tempos actuais e torná-los mais atractivos para alunos e professores. Talvez por isso os manuais escolares continuem a ser elementos preponderantes na interlocução dos professores e dos alunos com o(s) saber(es).
Porém, a centralidade do manual escolar não deve comprometer a autonomia do professor, a quem compete organizar, operacionalizar e avaliar os processos de ensino-aprendizagem, sem descurar as especificidades e expectativas dos alunos, as características sociais e culturais da comunidade escolar e o protagonismo que deve assumir nesses processos.
Nesta comunicação divulgamos alguns resultados de um estudo de caso realizado com professores de Matemática que leccionam os 9.º e 12.º anos de escolaridade em dois agrupamentos de escolas do distrito de Braga, em que se procurou averiguar de que forma(s) os professores integram os manuais escolares nas actividades que desenvolvem na escola, em particular ao nível da sala de aula, bem como os sentidos que conferem à utilização destes “artefactos” curriculares. Os resultados revelam uma certa incapacidade de construir dinâmicas próprias de desenvolvimento do currículo