Esta comunicação toma como ponto de partida a temática do reconhecimento – social, político – num domínio particular: o das identidades sexuais. Foram propostas três questões para debate: partindo do ideal contemporâneo da igualdade, que mecanismos de reconhecimento accionar no que respeita ao caso das diferentes “orientações sexuais”? Saber se se justifica a existência de mecanismos de descriminação positiva? E como perspectivam os indivíduos as suas necessidades e expectativas de reconhecimento? Todas têm como pano de fundo a questão da justiça, situando-se, em última análise, no domínio de um “dever ser” que, como notou Weber (1983: 137), levanta “problemas que nenhuma ética pode solucionar de modo decisivo e unívoco”. No caso particular das sexualidades não normativas, as estratégias de reconhecimento – ligadas, em especial, à reclamação de uma forma particular de cidadania ligada à identidade – têm contribuído para reafirmar fronteiras e (re)produzir exclusões